ANIMA-ESEB
Este é um ponto de encontro para os alunos do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja. O blog é administrado por Ana Fialho, Ana Neves, Carlos Viegas, Joana Coelho, Sofia Fernandes e Telma Pereira, alunos do 3º ano que estão a utiliza-lo para publicar os seus trabalhos de Oficinas . Os temas preferenciais serão obviamente os ligados ao Curso de Animação, publicação e divulgação de trabalhos, mas outras propostas mais podem surgir.
Quinta-feira, Julho 10, 2008
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
V Colóquio - Os Caminhos da Animação
Nos dias 4 e 5 de Março de 2008, a Cidade de Beja acolherá uma vez mais, a realização do Colóquio "Caminhos da Animação", um espaço e tempo formativos organizado pelo alunos finalistas do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja, que a exemplo de edições anteriores, pretende ser um espaço de reflexão e de intercâmbio de experiências sobre diferentes âmbitos de intervenção da Animação Sociocultural.Este colóquio que decorrerá no Auditório dos Serviços Comuns do Instituto Politécnico de Beja reveste-se de especial interesse por chamar a si a comemoração dos 10 anos de abertura do curso da Escola Superior de Educação de Beja, e está integrado num projecto mais alargado denominado II Jornadas de Animação que decorrerão de Março a Junho de 2008.
Aqui fica o Programa do evento.
Programa
Dia 4 Março 2008
09:00h – Abertura do Secretariado
09.30h – Sessão de Abertura
Instituto Politécnico de Beja; Escola Superior de Educação de Beja e demais entidades oficiais;
10.00h – Momento de Animação
10.15h – Comunicação “Desafios da Animação no séc. XXI”
Dr. António Leal – Escola Superior de Educação de Coimbra
10.45h – Momento de Animação/ Pausa para café
11.00h – Painel I – “Animação e Autarquias”
Partilha de projectos de Animação dinamizados por Autarquias Portuguesas
Câmara Municipal de Óbidos
Chefe dos Serviços de Turismo – Dr. Francisco Salvador
Câmara Municipal de Sintra
Rede de Ludotecas de Sintra – Dra. Sofia Félix
Câmara Municipal de Castro Verde
Vereador do Pelouro da Cultura, Lazer e Desporto – Dr. Paulo Nascimento
Câmara Municipal de Mértola
Coordenador da Divisão de Cultura, Turismo e Desporto – Dr. Manuel Marques
12.30h – Almoço Livre
14.15h – Painel II - “Universos e Novos Caminhos da Animação”
Das áreas tradicionais às mais recentes, são vários os caminhos que a Animação deverá percorrer
Região de Turismo dos Açores
Delegada de Turismo da Ilha Terceira – Dra. Verónica Bettencourt
Gestalqueva S.A.
Conselho de Administração – Dr. Nelson Domingos Brito
Projecto EQUAL – Logística da Prevenção e Combate a Incêndios Florestais: A Mobilização de Recursos
Chefe de Projecto – Dr.ª Graça Martins
Culturgest
Directora do Serviço Educativo – Dr.ª Raquel Santos
15.45h – Momento de Animação / Pausa para café
16.00h – Tertúlia – Da Ideia ao Projecto
Da idealização à concretização da ideia, existe um caminho que importa explorar e partilhar
D. Maria Odete Claro
Grupo de Teatro Amador da Percelada
Dra. Marta Guerreiro
Técnica Superior de Animação
16.30h - Painel III – Animação sem Fronteiras
Outras realidades uma mesma finalidade.
Germain COLY - Senegal
"L'Animation culturelle d'hier à aujourd'hui:animation et politique culturelle nationale au senegal"
Benoît Atchom - Camarões
Tourisme et animation culturelle: le paradoxe camerounais ;
Maria de la Cruz RIOS YANES - México
"Las asociaciones civiles y la participación cultural en México".
Manisha Narayan - India
animation culturelle: outil de sensibilisation du patrimoine
Charlotte Marland - França
l'expérience associative en France : le cas de l'union REMPART
17.50h – Momento de Animação / Pausa para café
18.00h – Mesa Redonda –“Animação e Desenvolvimento Local”
Associação de Municípios do Alentejo e Alentejo litoral, Câmaras Municipais, Associação de Beneficiários do Roxo e outras entidades.
Moderação e transmissão em directo – Rádio Pax - Beja
Animação Nocturna – “Distúrbios Culturais”, A.E. ESEB
(ver programação em http://www.aeeseb.com/ )
Dia 5 Março
09.00h – Abertura do Secretariado
09.15h – Painel IV – “Desenvolvimento local, Empreendedorismo e Animação”
Num contexto desafiante à animação, é necessária uma visão estratégica e inovadora
ESDIME
Presidente da Direcção – Dr. David Marques
IPJ/ Delegação de Faro
Técnico Superior de Animação – Dr. José Vieira
10.45h – Momento de Animação/Pausa para café
11.00h – Painel V “Formação e Educação de Públicos”
Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja,
Oficinas de Formação e Animação Cultural de Aljustrel;
3 em Pipa – Associação de Animação
“Vemos Ouvimos e Lemos “ – Livraria e galeria de pintura
Baal 17 – Serpa
Mestre António Inverno
12.30h – Almoço
14.30h – Painel VI – “O Associativismo, o Voluntariado, a Acção Social e a Animação”
O que marca a diferença na intervenção é o contexto em que esta é realizada
Fundação CEBI
Presidente da Direcção – Dr. Honório Vieira
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto
Presidente da Direcção – Dr. Augusto Flôr
Associação Rota Jovem (voluntariado Europeu)
Associação de Desenvolvimento Local Monte, ACE – Arraiolos
Técnico Superior de Animação – Dr. José Neves
Cláudia Galaio – Técnica Superior De Animação
16.15h – Momento de Animação / Pausa para café
16.30h – Painel VII – Profissão: Animador
Técnico Superior de Animação – Dr. Idálio Loução
Escola Profissional Alsud – Mértola
Dra. Isabel Campos / Dra. Ana Matias
ANASC
Presidente da Direcção - Dr. Calado Mendes
APDASC
Delegação Regional do Alentejo
17.30h – Sessão de Encerramento e Conclusões do Colóquio
Primeiro Director do Curso de Animação Sociocultural, ESEB
Prof. Doutor José Orta
Presidente do Conselho Directivo da ESEB
Prof. Doutor Vito Carioca –
18.00h – Espectáculo Evocativo
“10 Anos do Curso de Animação na Cidade de Beja”
Animação Nocturna – “Distúrbios Culturais”, A.E. ESEB
(ver programação em http://www.aeeseb.com/)
Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008
A importância da leitura

De acordo com Ribeiro (2005), a aprendizagem da leitura é um dos maiores desafios que a criança tem que enfrentar na fase inicial da sua escolarização. Ganhar esse desafio, num mundo que actualmente é maioritariamente repleto de informação escrita, fará com que a criança, na sua fase mais adulta, seja um cidadão livre e autónomo nas decisões que toma e na procura das informações que precisa.
É importante incentivar as crianças e jovens para o hábito de leitura, tornando-a numa ferramenta ao serviço das mais diversas actividades. Para isso, é indispensável que o acto de ler figure entre as actividades mais corriqueiras do quotidiano da criança e daqueles que a rodeiam.
Como se poderá incentivar as crianças e jovens para o hábito da leitura? E qual o papel da Animação Sociocultural neste processo? Cembranos (1993) citado por Balsa (2006) afirma que “un paso más, es el que pretende la animación sociocultural: no solo uma cultura conciente, sino uma cultura inteligente…com capacidad para criticar y desembarazarse de aquellos aspectos de la “cultura” (…) que frenan sus posibilidades y favorecen la resignación, la anomia y el aburrimiento social.”. A animação sociocultural, para além de dinamizar, deve despertar e agitar o indivíduo e a sociedade para uma cultura inteligente e, sobretudo, de qualidade. De acordo com Quintas (1995), a animação sociocultural tem como uma das finalidades mais importantes a transformação da realidade social que implica luta, mudança, ruptura, desenvolvimento pessoal e grupal, consciencialização, tomada de decisão e melhoramento do nível de vida dos cidadãos.
Cada vez mais se verifica que a animação é utilizada como estratégia para tornar o indivíduo num leitor. Soares (2003), citado por Balsa (2006), diz que “é muito provável que não haja o gene da leitura, mas tem de haver a educação para a leitura (...)”. Tem que existir uma educação do indivíduo para o hábito de leitura e para isso é preciso que ele sinta prazer no livro. A animação da leitura faz parte da educação não formal, porque se dirige a todas as idades, não tendo como pretensão a obtenção de um reconhecimento oficial, quer seja diploma, grau académico, etc., para além de tentar promover uma politica cultural de promoção à cultura, mais concretamente da leitura, partindo do prazer através do lúdico. A animação da leitura servirá de trampolim para o grupo, isto é, um acto colectivo, social com um carácter festivo e lúdico. O animador deste projecto deve ser um entusiasta na leitura e deverá fazer um trabalho de animação sistemático, recorrendo a diversas estratégias, desde a leitura da história em voz alta, passando por actividades que abordam a área plástica, dramática, musical, escrita, corporal, etc. Com a animação da leitura, as crianças e jovens têm a oportunidade de brincar, jogar ou descobrir o livro e, a partir desse contacto, adquirir hábitos de leitura.
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Tempo Livre e Lazer
Este tempo livre que serve para fazer outras coisas ou para não fazer rigorosamente nada já provinha da Antiguidade. É conhecida a ociosidade que reinava na Antiga Grécia, dedicada à prática da filosofia, das artes e dos desportos. Nas sociedades pré-industriais já apareciam, ocasionalmente, algumas castas ociosas, paralelamente com as grandes massas humanas que trabalhavam e que apenas desfrutavam do tempo livre quando não existia condições de trabalho. O séc. XIX foi o berço das primeiras sociedades industriais e com elas apareceu uma enorme e esmagadora pressão de trabalho sobre o Homem, não lhe deixando sequer tempo para recobrar as suas forças. No século passado, assistiu-se a lutas intensas pela redução do horário de trabalho e pelo aumento de períodos de não trabalho, quer de descanso diário, quer semanal, como também a consagração do direito a férias. Tais conquistas proporcionaram ao indivíduo um aumento do seu tempo livre, onde ele pode desempenhar diversas actividades que digam respeito a ele próprio, ao grupo ou sociedade onde ele pertence e se insere como membro activo.
No entanto, é necessário distinguir tempo livre e lazer. De acordo com Silva (2003), citando Dumazedier (1962), o tempo livre “não é (…) uma categoria homogénea, pois engloba usos distintos desse tempo, nomeadamente: tempos afectos aos núcleos das obrigações familiares, religiosas, de participação social (…) e, por fim, o tempo de lazer.”. Já Faria e Faria (2007), citando Dumazedier (2001), diz que o lazer “é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais.” O lazer é, sobretudo, um tempo pessoal onde o indivíduo arranja momentos para si, regidos pelo prazer e realização espontânea, tendo também funções sociais, económicas, de socialização, terapêutica e simbólica. Com o aumento de tempo livre e consequente redução do tempo de trabalho, ampliaram as ofertas de lazer, desde as diversas formas de turismo (religioso, desportivo, cultural…), passando pelas ofertas culturais e outros tipos de passatempo, como a televisão que cada vez mais aliena as massas humanas.
No entanto, na sociedade contemporânea a ideia de que só o trabalho dignifica o Homem e que a preguiça é a mãe de todos os vícios ainda predomina, e isso reflecte-se na maneira como os pais encaram o tempo livre e de lazer dos filhos, não percebendo que estes precisam de liberdade e tempo para se desenvolverem integralmente. No que concerne ao tempo livre da criança, não é respeitada a vontade da própria em relação à escolha de actividades, o que frustra qualquer possibilidade da criança usufruir do lazer. Silva (2003), citando Belloni (1994), acrescenta que “a escolha reside muitas vezes mais na família, ou seja, nos pais, do que na criança, revestindo-se, indubitavelmente, para esta, de um carácter obrigatório.”. A criança tem direito ao lazer e precisa de compreender que o tempo para brincar e jogar é fundamental na sua educação. Para Aleixo (2002), a criança deve ter a oportunidade de proceder à exploração de si, dos outros e dos contextos onde se insere, no sentido de abandonar o seu egocentrismo natural e de conviver com quem a rodeia.
De acordo com Olivier (1973) “a criança é como uma planta. Uma planta sem sol não dá flores; uma criança que não brinca estiola.” A criança necessita de brincar porque este acto permite que ela aproprie-se da realidade imediata e, segundo Castro (2005), desenvolva a imaginação, os afectos, as competências cognitivas e interactivas, permitindo-lhe a vivência de diferentes papéis. Através da brincadeira, a criança constrói o seu próprio mundo, demonstrando activamente o que sofre passivamente. A criança que brinca tem mais auto estima e interage com maior frequência com os seus pares, propiciando situações de aprendizagem que desafiam as suas capacidades cognitivas. Ela necessita de tempo para brincar e para que isso aconteça é preciso dar-lhe tempo, espaço e recursos adequados para que possa escolher e desenvolver interesses individuais e de grupo. Quanto mais ela brincar, maior será riqueza dos seus comportamentos. Contudo, se entrar cada vez mais cedo numa rotina repleta de rigidez, a criança deixará de ser flexível e terá menos tempo para desenvolver uma inteligência criativa.
- Silva, A. (2003). Contextos e Pretextos para Novos Espaços Educativos.
- Faria, E. e Faria, E. (2007). Lazer e Educação da Criança e Adolescente: Reflexões sobre Políticas Públicas.
- Olivier, C. (1973). A Criança e os Tempos Livres.
- Castro, S. (2005). O Resgate da Ludicidade. A Importância das Brincadeiras, do Brinquedo e do Jogo no Desenvolvimento Biopsicosocial das Crianças.
- Aleixo, M. (2002). Ludoteca: Um Espaço para Crescer Brincando.
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Unidade didáctica 4: Recursos e Técnicas Lúdicas

O jogo
O que é o jogo?
Assim, hoje o jogo é uma actividade lúdica que tem um lugar inquestionável no mundo da educação.
Aproximações ao conceito de jogo
Tendo em conta o jogo e actividade, é difícil estabelecer-lhes uma definição aceite e que integre diversas perspectivas, mas pode-se dizer que o jogo é uma actividade lúdica, voluntária, educativa do desenvolvimento.
Características do jogo
-é uma actividade gratuita que se faz por gosto sem esperar resultados;
-é livre, voluntário e desejado;
-ajuda a desenvolver, as faculdades psíquicas, físicas e serve para conhecer as próprias e limitações;
-possibilidade as relações de hierarquização entre crianças e adultos;
-permite á criança adaptar-se á realidade que a rodeia (conhece, assimila e interioriza o mundo através do jogo);é um meio de aprendizagem;
-é um meio terapêutico de libertação de tensões psíquicas e retorna ao equilíbrio.
Desejo de jogar
Possibilita situações para o desenvolvimento das pessoas que influencia o crescimento, pois considera-se fundamentalmente para as crianças, assim como a segurança, saúde e educação.
O acto de jogar é excelente para a diversão e aprendizagem em todas as idades e representa uma actividade importante que favorece a relação e a comunicação entre adultos, crianças e adolescentes.
O jogo segundo a etapa evolutiva (a idade)
-2 – 6 anos (interioriza o que a rodeia através do jogo simbólica);
-6 – 9 anos (jogam com regras estabelecidas pelo grupo, comunicam e adaptam-se ás aprendizagens adultas);
-9 – 14 anos (prevalece o jogo organizado, implica relações sociais).
Segundo o formato ( grande jogos que requerem preparação, longa duração; pequenos jogos de curta duração e não necessitam de preparação nem de material);
Segundo o espaço ( interior em espaços abertos e delimitados e remetem para dias de inverno; exterior m espaços públicos e praças);
segundo finalidades e características (apresentação, conhecimento, cooperação, noite, pré-desportivos, de água, educativos, electrónicos, de mesa e de ficção).
Segundo aspectos de Desenvolvimento
O jogo segundo o Animador pode ser:
O jogo competitivo e o jogo cooperativo

O jogo competitivo e o jogo cooperativo diferenciam-se pela relação social que se estabelece entre os participantes.
O Jogo Competitivo
A essência de competir não é externa ao jogo, pelo que a competição é um estímulo e motivação inerentes a muitos jogos.
O Animador assume uma realidade educativa face ao jogo, fazendo entender o que perder ou ganhar não interessa, há que saber desfrutar do jogo, sem que exista batotice.
Se se optar por jogar jogos competitivos à que propor diferentes tipos de jogos que requerem habilidades distintas para as superar, como jogos intelectuais, jogos que requerem reflexos rápidos, jogos de estratégia, entre outros.
Um dos problemas deste tipo de jogos é que quando se colocam os indivíduos em situação de rivalidade, se eles sentirem que a sua aceitação depende de vencer ou perder, provocam altos níveis de angústia e agressividade.
Como educadores, no jogo competitivo se deveria evitar:
-a competição sistemática como única motivação
-propor repetidamente o mesmo tipo de jogos
-a discriminação do sexo, do físico…
-a valorização excessiva dos vencedores e dos perdedores
-premiar os vencedores
-a eliminação
Existem alguns recursos que podem substituir os prémios para os vencedores:
-pode-se dar como prémio uma recordação de participação a todos os participantes pelo modo como jogaram, pelo seu interesse e colaboração (como diplomas, medalhas, t-shirts …);
-prémios-recordação para todos as equipas ou jogadores salientando as qualidades da equipa ou da pessoa: pelo seu esforço, simpatia, colaboração…
-os vencedores receberem um prémio que tenham de partilhar com todos os participantes (como guloseimas, bolos…).
Por outro lado, também existem alguns recursos que se podem usar para evitar a eliminação no jogo competitivo. Especialmente tem-se que evitar a eliminação naqueles jogos em que tradicionalmente o que falha é o menos hábil, e o que pode sair (ou ser expulso), esta situação pode provocar passividade, aborrecimento, inibição, sentimento de fracasso, baixa auto-estima, exclusão do grupo…
Para evitar situações deste tipo, pode-se:
-dar vidas suficientes para que durante o jogo, nenhum participante as perca todas;
-incluir no desenvolvimento do jogo alguma actividade paralela que tenham de levar a cabo os participantes eliminados durante o tempo em que estão fora do jogo;
-criar grupos paralelos de modo a que quando um falha se troca com um componente do outro grupo;
-poder salvar de algum modo os eliminados.
O Jogo Cooperativo
Denomina-se assim o jogo em que todo o grupo colabora combinando as diferentes habilidades dos indivíduos para conseguir um objectivo comum, todos ganham ou todos perdem se não se consegue alcançar o objectivo proposto.
Os jogos genuinamente cooperativos são muitos raros no mundo ocidental, onde a sociedade é muito competitiva e individualista, sendo o jogo o reflexo da própria cultura.
Como educadores, deve-se potenciar este tipo de jogo, já que:
-se joga por prazer de jogar e não só para se conseguir a vitória;
-se elimina a pressão de vencer, de modo a que se jogue mais relaxadamente;
-se favorece a participação de todos, tanto dos melhores como dos mais fracos, fazendo com que desaparece o medo do fracasso e o medo de criar baixa autoestima;
-os participante se verão como companheiros de jogo, com relações de igualdade e não como rivais;
-os participantes tentarão se superar a si mesmo e não superar os outros;
-o jogo se viverá como uma actividade conjunta e não individualizada, potenciando a solidariedade;
-todos terão o seu papel e a sua tarefa, assim todos serão protagonistas.
Os jogos transmitem e potenciam um código de valores através do qual se estrutura um determinado tipo de pessoa, as relações entre os jogadores e uma forma de entender a diversão. Por outro lado, é importante difundir jogos que vão de encontro aos valores de igualdade, de participação, de empatia e de cooperação.
X. Jares, relaciona os valores e destrezas educativos que se estimulam ao jogar os jogos cooperativos:
-a cooperação (onde o grupo resolve situações através da reciprocidade, aprendendo a partilhar e socializar);
-a empatia (é a capacidade se colocar na situação do outro, para compreender o seu ponto de vista, as suas preocupações…);
-a comunicação ( baseada no desenvolvimento da própria capacidade para expressar o estado de animo, as sensações, as emoções…);
-a participação de todos os membros ( gerar um clima de confiança e de mutua implicação necessários para uma autentica comunicação humana);
-a construção de uma realidade social positiva ( mudar atitudes dos participantes para o jogo e para si e incentivando a criação de um clima de apreciação
recíproca);
-a apreciação positiva e auto-imagem (permitindo desenvolver uma imagem positiva de si e dos outros);

O jogo como ferramenta educativa
Diz-se que o jogo é um meio de aprendizagem. De facto, desde à antiguidade e de modo inconsciente, que o jogo tem servido para preparar os mais pequenos para actividades futuras. A partir de então, o jogo afigura-se como um método de aprendizagem, sendo uma óptima ferramenta de educação não-formal.
Algumas das aprendizagens que se incorporam no jogo, são as seguintes:
Âmbito psicomotor – englobando todas as actividades que fazem referencia à aquisição da habilidades motoras, tais como:
- desinibição corporal, resistência, equilíbrio, agilidade, flexibilidade, expressão corporal…
Âmbito cognitivo – refere-se a todas aquelas aprendizagens que se referem aos conceitos e conhecimentos, como:
-cálculo de estratégias, criatividade, expressão,observação, centrar a atenção, aprendizagem de técnicas, concentração, compreensão de situações…
Âmbito socioafectivo – inclui aquelas aprendizagens que fazem referencia à relação, atitudes e comportamentos sociais entre o individuo e os outros, entre os quais:
-afirmação da personalidade, confiança nas decisões, comunicação com o grupo, cooperação, autoestima, empatia, motivação, participação, coesão, integração com o grupo.
-desenvolvimento motor: reflexos, equilíbrio, resistência, agilidade, rapidez, etc.
-atitudes pessoais: tranquilidade, nervosismo, segurança, alegria, agressividade.
-atitudes sociais: aceitação de normas, colaboração.
-desenvolvimento afectivo: de que madeira interioriza e exterioriza a criança nas relações com os outros.
Apresentação adequada, o animador deve explicar o que consiste o jogo e as suas regas de forma clara, ordenada e compreensiva, assegurando-se que todos o ouvem e entendem.
Comprovação da assimilação da dinâmica do jogo, deve-se exemplificar como funciona o jogo.
Execução, o animador nunca é o protagonista, tem de conduzir o jogo de modo adequado, estar atento a possíveis conflitos, estando atento ao ritmo e à duração do jogo.
Final do jogo, tem que tornar claro quando e como termina o jogo, pois é necessário que o jogo termine antes dos participantes se cansarem.
A avaliação, o animador durante o jogo deve observar o seu desenvolvimento. A fim de o final do jogo se falar sobre o mesmo, se os objectivos foram cumpridos como se esperava, e os participantes podem falar sobre a sua vivência pessoal.
A organização dos Jogos
A ficha do Jogo
-Número de participantes ( nº ideal para o jogo funcionar bem)
-A idade (indicar a faixa etária que é mais adequado para o jogo)
-Tipo de jogo (finalidades e caracteristicas)
-Espaço necessário (especificar o local onde se pode jogar)
-Duração (curta, média, longa)
-Material necessário (detalhar todos os objectos necessários para o jogo)
-Objectivos (especificar os principais objectivos educativos do jogo, tanto do âmbito psicomotor, como socioeducativo como cognitivo)
-Desenvolvimento do jogo (explicação de como se joga, se há grupos, como se inicia o jogo, em que consiste, as suas regras, qual a missão, como termina…)
-Papel do animador ( podem-se dar recomendações sobre a função do animador, se pode participar no jogo, se tem de fazer de arbitro, se deve controlar, animar, explicar…)
-Animação (anotar os aspectos que formam parte da motivação, da fantasia, do contexto, ou seja, todas aquelas expectativas que fazem o jogo se viver mais intensamente e o participante com a situação ou as personagens.
-Observações (colocar os pequenos conselhos adquiridos com a experiência que podem ajudar a que o jogo se desenvolva muito melhor. Também se podem colocar as variantes do jogo, as adaptações ou as possibilidades de adaptações a participantes deficientes.
O ficheiro dos Jogos
Os brinquedos

-Materiais de natureza tais como a água, a terra, barro, folhas, pedras, ossos, entre outros.
-Objectos e materiais variados não desenhados, especificamente como objectos lúdicos, tais como cortiças, caixas, cordéis, trapos, entre outros.
-Objectos quotidianos que se transformam automaticamente em brinquedos com a ajuda da imaginação e criatividade da criança: um desses exemplos pode ser o facto de uma vassoura se converter num cavalo, entre muitos outros exemplos.
-Criações artesanais ou industriais especialmente desenhados e confeccionados para um fim. Estes elementos são os brinquedos.
Para que servem os brinquedos?
O primeiro objectivo dos brinquedos é conseguir que a criança jogue; é decidir e ser visto por ele como um objecto de jogo. O brinquedo faz com que a criança se entretenha, se divirta, de maneira a que esta não perca a imaginação e não a impeça de se expressar.
Os brinquedos estão directamente ligados ao universo infantil, estão presentes desde os tempos remotos através da sua estética e dos valores da sociedade.
Os brinquedos acompanham não só as crianças e adolescentes, como também os adultos, e oferece a cada idade o elemento que mais se ajusta aos interesses e capacidades das pessoas.
-Existe um período em que o brinquedo era fabricado em casa e manualmente, a partir de materiais quotidianos. Este sistema predomina desde a Antiguidade até à Idade Média. Assim, na cultura Persa, encontram-se pequenas figuras de pedra ou de barro; no Egipto, bonecas de trapo e esferas de papiro; na Grécia, jogos de pratos de barro e mármores; em Roma, bonecas de marfim e jogos de mesa. Jogos como damas e xadrez foram introduzidos em Espanha pela civilização árabe e da Idade Média chegaram-nos os cavalos e cavaleiros feitos de argila.
-O segundo período de fabricação artesanal e manufactura, são os brinquedos que são elaborados para vender. Aparecem soldados de ligação do séc. XIII, também surgem bonecas de madeira e posteriormente de porcelana, cavalos e bonecas de cartão, etc. Mais à frente, aparecem brinquedos de lata e em muitos casos com mecanismos incorporados que deram lugar aos autómatos, chamados agora, os brinquedos tecnológicos.
-Com a fabricação industrial dos brinquedos, incorpora-se um terceiro período e o actual. É na metade do séc. XX quando se generaliza o acesso aos brinquedos por parte das crianças nas sociedades industrializadas, comportando uma fabricação industrial de grande escala. Espanha é um dos países pioneiros na indústria de brinquedos com uma larga tradição de indústrias concentradas em Alicante e Valência, a metade das quais são pequenas empresas com menos de dez trabalhadores.
O acesso generalizado aos brinquedos traduz-se no desenvolvimento da fabricação Industrial
Existem várias formas de classificar os brinquedos. Existem classificações concentradas no brinquedo, outras baseadas no tipo de jogo que proporcionam, outras que se apoiam na etapa evolutiva, outras segundo o seu valor educativo, também segundo os aspectos da personalidade que desenvolvem, entre outros. Em seguida classificar-se-ão, algumas delas:
- Segundo a idade
A maioria dos catálogos de brinquedos baseia a sua classificação na idade de quem o usa. Todos os fabricantes são obrigados a indicar de forma visível em etiquetas, a idade mínima de referência a que o seu produto se destina, com a seguinte frase:
“Brinquedo recomendado a partir de… anos”
- Segundo o âmbito de desenvolvimento que fomentam
A variável em que se baseia esta classificação é: sensorial, motricidade, cognitiva social ou emocionais:
1. Sensorial ou de desenvolvimento da criatividade
Este tipo de brinquedos facilita o conhecimento e domínio do próprio corpo e ajuda a criança desde a primeira infância a entrar em contacto com o que o rodeia a partir da estimulação dos sentidos, favorecendo o descobrimento e o prazer de novas sensações.
Jogos tais como: moldar plasticina, os jogos de pinturas, criações de moda, bijutaria, maquilhagem ou até mesmo os jogos de disfarce.
2.Motricidade ou de desenvolvimento da mesma
A experiência diz que a prática melhora qualquer habilidade de maneira a que haja uma forma estupenda de dominar o próprio corpo, ganhando destreza, coordenação equilíbrio, exercitada através dos jogos. Este âmbito pode dividir-se em motricidade global (coordenação de movimentos de todo o corpo) e motricidade fina (exercitação precisa das mãos e dedos).
-Motricidade global: bicicletas, triciclos, hula-hoops, patins, cordas, malabares, bolas, entre outros.
-Motricidade fina e habilidade manual: yo-yos, construções, miniaturas, fantoches, entre outros. Assim como os brinquedos de coser, recortar, tecer e tricotar ou vestir os vestidos às bonecas.
3. Cognitivos ou de desenvolvimento da inteligência
Estes brinquedos ajudam no desenvolvimento intelectual, no raciocínio, na lógica, na atenção, no domínio da linguagem, etc.
Brinquedos como de construção, puzzles, associações, jogos de cartas, dominós, montar e desmontar, jogos de perguntas e respostas, jogos de linguagem, etc. estes são alguns exemplos de jogos relacionados com a cognitividade e de desenvolvimento da inteligência.
4. Relação social ou de desenvolvimento da sociabilidade
São brinquedos que favorecem as relações entre as pessoas. A participação de mais do que um jogador, ajuda a criança a relacionar-se com os outros e a comunicar, favorecendo o intercâmbio de ideias, materiais ou experiências.
Também os brinquedos que requerem acordos entre diferentes jogadores ajudam na assimilação de normas sociais, o respeito pelos outros e na aceitação dos acordos; todos os aspectos básicos nas relações interpessoais.
Formam parte desta tipologia todos os brinquedos que colaboram com jogo simbólico: bonecas e bonecos, veículos, garagens, cozinhas, hospitais, escolas, disfarces, etc. também os jogos desportivos, de mesa entre outros.
5. Desenvolvimento afectivo e emocional
O jogo é uma actividade que deve proporcionar prazer, alegria e satisfação, permite à criança que se expresse livremente e a descarregar tensões, garantido um equilíbrio emocional e afectivo são.
Os disfarces e as representações em miniaturas de elementos do mundo real (carros, lojas, cozinhas…), permitem representar e imaginar diversas situações do mundo adulto, experimentando diferentes papéis que ajudam a configurar a própria personalidade.
Outro tipo de jogos como os de peluche, as bonecas ou as figuras de acção, promovem a expressão e manifestação de sentimentos, desejos, medos e emoções.
Por outro lado, as crianças gostam de se por sobre aprovação. Os desafios que lhes propõem jogos como quebra-cabeças, jogos de habilidade ou de mesa, favorecem a experimentação do êxito pessoal e social, que é a base da auto-estima.
O sistema ESAR
Este sistema, proposto pela Psicóloga Denise Garon (Canadá 1985), parte de uma perspectiva evolutiva que se baseia nas etapas de desenvolvimento da criança marcadas por Piaget. Mediante este sistema é possível distinguir os diferentes tipos de expressão lúdica e agrupá-los em grandes famílias seguindo as etapas do jogo.
Assim, o sistema ESAR (Exercise, Symbolical, Assemblage, Rules), classifica os jogos segundo:
-E. Brinquedos que proporcionam exercício (exercise).
-S. Brinquedos que proporcionam o jogo simbólico (symbolical).
-A. Brinquedos de construção (assemblage).
-R. Brinquedos que facilitam o jogo de regras (rules).
Especificando melhor, podem-se agrupar os jogos da seguinte forma no quadro abaixo referido:
E. 1. Jogo de exercício
0.1 Jogo sensorial sonoro
0.2 Jogo sensorial visual
0.3 Jogo sensorial táctil
0.4 Jogo sensorial olfactivo
0.5 Jogo sensorial gustativo
0.6 Jogo sensorial motor
0.7 Jogo de manipulação
S. 2. Jogo simbólico
0.1 Jogo de «para fazer como se»
0.2 Jogo de rolos
0.3 Jogo de representação
A.3. Jogo para montar
0.1 Jogo de construção
0.2 Jogo de disposição
0.3 Jogo de montagem mecânica
0.4 Jogo de montagem electromecânica
0.5 Jogo de montagem electrónica
0.6 Jogo de acopulação cientifica
0.7 Jogo de acopulação artística
R.4. Jogo de regras simples
0.1 Jogo da lotaria
0.2 Jogo do dominó
0.3 Jogo da sequência
0.4 Jogo de circuito
0.5 Jogo da habilidade
0.6 Jogo desportivo elementar
0.7 Jogo de estratégia elementar
0.8 Jogo de azar
0.9 Jogo de perguntas e respostas elementares
10. Jogo de vocabulário
11. Jogo matemático
12. Jogo de teatro
R.5. Jogo de regras complexas
0.1 Jogo de reflexão
0.2 Jogo desportivo complexo
0.3 Jogo de estratégia complexo
0.4 Jogo de azar
0.5 Jogo de perguntas e respostas complexas
0.6 Jogo de vocabulário complexo
0.7 Jogo de analises matemáticas
0.8 Jogo de montar complexo
0.9 Jogo de representação complexo
10. Jogo de cena
Por exemplo os seguintes jogos:
-RISK. Podia categorizar-se como: RC503.
-Categoria principal: Regras complexas: RC5.
-Subcategoria: Jogo de estratégia complexo: 03.
-Jogo de magia: E107.
-Categoria principal: Exercício: E1.
-Subcategoria. Jogo de estratégia complexo: 03
-LEGO: A301.
-Categoria principal: Montar: A3.
-Subcategoria. Jogo de construção: 01
Muitas ludotecas, tal como se vai verificar no capitulo seguinte, escolheram esta classificação e consequentemente a divisão espacial dos brinquedos, e que se adequa perfeitamente às suas necessidades.
Os brinquedos são representações em miniatura do mundo real, que brindam as crianças com a possibilidade de imitar, reproduzir e representar as actividades de desenvolvimento dos adultos, à sua volta. No entanto deve-se ter em conta que as crianças jogam e reproduzem aquilo que vêm, naquilo que lhes é dito que está bem ou não, o que terá que ser, e assim, vão construindo a sua identidade de acordo com a cultura que lhes é transmitida. Normalmente levam a cabo esta construção a partir da imitação dos modelos que têm por perto (a mãe, o pai, as amizades, os professores e também através a televisão).
É do dever dos adultos facilitar às crianças brinquedos que transmitam, através da sua forma e do jogo que compõem, atitudes de respeito para com os outros, evitando todos aqueles que transmitam valores não recomendáveis para a sua formação. As mensagens sexistas e violentas, ou as que são pouco respeitosas, podem ser representadas através de objectos que estão destinados ao jogo, e portanto, à educação das nossas crianças.
O jogo sexista
Podem-se afirmar que não existem brinquedos sexistas, sendo que o adulto é que pode converter o brinquedo em algo sexista, ou seja, as bonecas são para as meninas e os bonecos para os meninos.
Porquê fomentar que as capacidades como a audácia, a valentia e a iniciativa, são estimulados nos jogos dirigidos a rapazes, são também património das meninas, ou permitir que os meninos ensaiem e exercitem atitudes como a sensibilidade, o sentido da estética ou mesmo a ternura através de jogos considerados tradicionalmente de meninas?
Não se trata de impor nada, nem forçar nada a ninguém, nem tão pouco proibir; de facto o problema é considerar espontâneo e inato algo que é aprendido, educado e cultural. As crianças imitam vias de conduta através dos adultos, assumem as suas vivências nas suas próprias casas, nas escolas, nas ruas e reproduzem-nos fielmente. Do mesmo modo, interiorizam a valorização que estes rolos adquirem na sua sociedade.
O importante é oferecer-lhes padrões e modelos novos de relação entre géneros. É igualmente importante que os brinquedos sejam jogados por ambos os géneros, ou seja, os meninos podem brincar com bonecas e as meninas com carros, e deixar a dualidade tradicional «isto é das meninas e isto dos meninos», de parte. Seria convincente fomentar o desejo nos pequenos, de romper barreiras, assim como a curiosidade pelo desconhecido, o novo, experimentar e comprovar vivencialmente o atractivo que podem resultar estas novas actividades.
Os brinquedos e os jogos violentos
Existem argumentos científicos que defendem a ideia de que o jogo e o brinquedo canalizam a violência e a agressividade, proporcionando uma eficaz válvula de escape a essa energia interior, servindo para se libertar da agressividade natural.
É indiscutível que todas as crianças têm uma carga de agressividade que é necessária exteriorizar e canalizar. Existem muitas maneiras de faze-lo sem que isso implique participar num jogo violento. Com recurso a este tipo de jogo, corre-se o risco de que esta seja a única estratégia que a criança tem para resolver conflitos em situações reais. Não há dúvida que as brincadeiras violentas servem de meio para uma conduta violenta.
Por outro lado, é conveniente reflectir sobre os brinquedos que suscitam estes jogos. Assim, é certo, que quando uma criança não tem armas para jogar, inventa-as convertendo por exemplo, o cabo de uma vassoura numa espada, ou até mesmo o próprio dedo numa pistola. Também é de referir que é preferível a criança criar as suas armas com objectos quotidianos, que brincar com armas que mesmo sendo de brincar, são influenciáveis na sua conduta. Também temos que tomar consciência que muitas das imagens violentas a que as crianças assistem também se devem ao faço dos jogos de consola, por exemplo, que os próprios pais compram, e que por vezes nem sabem o que nele contem.
Apesar destes argumentos, é importante evitar por parte dos adultos uma rejeição radical pelo brinquedo, e tentar evitar as proibições severas, que podem alimentar caprichos e curiosidades maliciosas.
Existem peritos que recomendam oferecer às crianças o jogos que tenham modelos pacíficos de brincadeira saudável, para que as mesmas o depreendam dessa forma.
Os jogos sexistas não existem: é a forma como se usam e o papel que o adulto lhes atribui convertendo-os em sexistas.
O consumo sustentável
Nem sempre os melhores brinquedos são adquiridos em lojas.
A grande quantidade de brinquedos elaborados pela nossa sociedade de consumo supõe um impacto medioambiental importante, e uma grande parte desses materiais é feito de plástico. É necessário transmitir aos pais das crianças hábitos de consumo sustentável em pró de uma consciência de respeito em torno dele mesmo, segundo a regra dos três R:
-Reciclar os brinquedos para que possam ser feitos novos através de material já usado;
-Reutilizar os brinquedos dando a familiares e amigos para que sejam reutilizados;
-Reduzir o consumo de brinquedos desnecessários;
O consumo solidário
As condições de trabalho que existe nalguns dos países onde se fabricam muitos brinquedos, levam a alguns consumidores responsáveis a preocuparem-se pela forma como estes são fabricados, mantendo assim uma atitude solidária. Vejamos diferentes formas de produção:
-Produção artesanal local – A produção artesanal encontra-se no seu auge. Em Espanha, o número de artesãos que se inscrevem no registo e as feiras que vão crescendo anos atrás de anos. Tratam-se assim de brinquedos, geralmente feitos de madeira.
-Produção artesanal global, os brinquedos de Comércio justo – Estes produtos provêem de diferentes países pobres e são fabricados em condições laborais e sociais dignas e justas, de acordo com os princípios do Comércio Justo.
-Produção industrial local – Embora resulte mais a nível económico subcontratar a produção a países do Sul, alguns fabricantes Espanhóis mantêm a sua produção aqui; nestes casos como não se pode competir é necessário inovação e qualidade. Uma parte importante desta produção é exportada para outros países Europeus.
-Produção global industrial – São as empresas multinacionais. Distribuidoras de um grande número de brinquedos maioritariamente fabricados em países do Sudoeste Asiático e na América Central, onde os custos laborais são baixos. Em muitos casos, as condições de trabalho das pessoas que fabricam os brinquedos são tão precárias, que recentemente foram feitas inúmeras denúncias e atitudes de rejeição.
O bombardeamento publicitário e os seus efeitos
O bombardeamento publicitário que liga o mundo infantil e familiar através dos meios de comunicação de massas, provoca nas crianças uma manipulação que em muitos casos, o desejo de se ter aquilo que se anuncia, por vezes não corresponde às necessidades que de facto a criança pode ter.
Assim, os brinquedos que só servem para observar, brinquedos de funcionamento complicado, brinquedos delicados que restringem a acção, brinquedos não adequados à sua idade, brinquedos que alimentam e exercitam valores não desejados são requeridos pelas crianças e comprados pelos adultos.
O excesso de brinquedos provoca a indiferença da criança. É exagerada a obtenção de brinquedos em grande quantidade como ocorre em festas de aniversário, e no Natal. Por isso, convêm espaçar a oferta de brinquedos durante o ano todo.
Tão pouco é conveniente comprar todos os brinquedos que as crianças pedem sem selecciona-los, é necessário que os pais e professores se informem e vão juntos ver os jogos, e que os vai fazer ver que existem muitos outros que muitas vezes não aparecem nas televisões ou revistas, e que são muito úteis. Dar-se-ão também conta de que a publicidade pode ser enganosa.
Atitudes frente à publicidade
As mensagens publicitárias nem sempre oferecem a educação de valores. A acção educativa dos pais e professores tem que ser decisiva no sentido de que: os anúncios devem ser discutidos com as crianças para educá-los como consumidores, a serem críticos e reflexivos diante de uma sociedade consumista que não vacila na hora de vender e optimizar os seus benefícios.
Existem alguns limites sobre os usos de publicidade que afectam directamente os anúncios de brinquedos: publicidade enganosa e a publicidade subliminal.
Nós adultos temos mais recursos que as crianças relativamente à publicidade enganosa, e por isso, é importante analisá-la conjuntamente.
Os professores devem ajudar as crianças e os pais das mesmas a evidencias os truques das imagens, os efeitos especiais, falta de realismo nas situações, nas animações de objectos, o exagero dos tamanhos, os elementos inexistentes nos brinquedos, texto eu apenas se podem ler, o sexismo existente, na transmissão de valores inadequados, comportamentos sociais poço educativos, entre muitos outros, para que estas não sejam vítimas da publicidade evitando hábitos de consumo inadequados.
Legislação que regula a publicidade e a protecção de menores
No âmbito Europeu e Estatal, existe uma série de normas que protegem o menor do impacto publicitário. As leis que se regem por esta normativa são as Leis 25/1994 de 12 de Julho e a Lei 22/1999 de Junho que modifica a anterior.
Joana Coelho
Os brinquedos e a sua comercialização

Só podem ser comercializados na Europa, brinquedos ditos “seguros”, que cumpram as normas /exigências de segurança estabelecidas na legislação. Esses brinquedos devem ser identificados pelas siglas da marca “CE.
O fabrico de brinquedos seguros e conformes às normas de segurança que se lhes aplicam exige um estrito controlo de todo o processo produtivo, tanto na fase de desenho do brinquedo, como na de fabrico.
O fabricante deverá dispor de toda a documentação que acredite e garanta a conformidade da produção com as normas técnicas harmonizadas ou com o modelo aprovado por um organismo acreditado, na qual deverá constar, entre outras, um protocolo de exame, uma ficha técnica do mesmo e informação detalhada relativa ao desenho e fabrico dos brinquedos, bem como a direcção dos locais de fabrico e armazenamento.
Na fase de desenho do brinquedo devem ter-se em conta todos os aspectos relacionados com a segurança do brinquedo, e não apenas aqueles requisitos mínimos de segurança contemplados na legislação. O controlo na fase do fabrico é obrigatório para poder detectar possíveis falhas mecânicas. Nestes casos só serão defeituosos ou inseguros aqueles brinquedos que não se adeqúem com o modelo desenhado, nem com os exemplares da mesma série que não tenham tolerado descuido ou falha durante o processo de fabrico. A comercialização destes brinquedos defeituosos é da responsabilidade do fabricante, pois ele tem obrigação de garantir os brinquedos por ele fabricados e comercializados. Os brinquedos devem ser submetidos a toda uma série de provas de laboratório para determinar que cumpram os requisitos mínimos de segurança estabelecidos pela legislação, mas também que garantem que não são um perigo para as crianças, por isso tem testes a nível físicos e mecânicos, de Inflamabilidade, de propriedades químicas, de propriedades eléctricas, de higiene e de radioactividade.
Existem também outras siglas, tal como “CE” que garantem supostamente, que o brinquedo é conforme às disposições legais que lhe são aplicáveis.
Este símbolo corresponde as expressões “comunidade europeia” e “conformidade europeia”. Todos os produtos fabricados dentro da União Europeia (U.E) devem ter essa marca que certifica a adequação as normas europeias. São atribuídas a um produto de duas formas: um organismo independente, ou pelo próprio fabricante (o fabricante julga por si próprio que os seus produtos cumprem as normas europeias). Esta legislação no entanto é ineficaz, ou com falhas pois: As normas não são suficientemente abrangentes (brinquedos chineses); o produtor é quem julga do seu próprio produto, o que não é propriamente algo de muito justo, pois ele nunca se irá prejudicar e ele próprio; não existe fiscalização que assegure que a marca “CE” só é colocada em produtos que sejam conformes as directivas.
Por todas estas razões, podemos dizer que a marca “CE” não é sinónimo de qualidade.
Conselhos para quem comprar brinquedos, ou para os pais:
- Os brinquedos devem ser escolhidos de acordo com a idade da criança a que se destinam.
- Antes de comprar, ler com atenção todos os avisos e instruções do brinquedo, nomeadamente, se é resistente ao fogo, se é lavável, etc. Se não existirem ou não estiverem em português, poderá sempre optar por outro brinquedo.
-Ainda na loja, pedir para abrir a embalagem e ver o brinquedo.
- Verificar se tem arestas cortantes, pontas ou bordos que possam magoar.
- Se o brinquedo for para uma criança até três anos, verificar se existem peças pequenas que possam ser facilmente destacáveis (por exemplo, olhos ou narizes de bonecos).
- Se o boneco tiver costuras, certificar-se de que a criança não terá acesso fácil ao enchimento.
- A criança poderá levá-los à boca ou enfiá-los no nariz, correndo o risco de asfixiar.
- Evitar também brinquedos com fios e cordões compridos, em especial quando se destinam a crianças mais novas, pois se forem enrolados à volta do pescoço podem causar estrangulamento.
- Para uma boa utilização dos patins, dos skates, das trotinetas ou das bicicletas, não se esquecer de comprar também o capacete, as cotoveleiras e as joelheiras.
- Antes de dar os brinquedos às crianças tira-lo das embalagens de cartão ou de plástico que os acondicionam, pois aquelas podem ingeri-las ou enfiá-las na cabeça.
- Fazer uma revisão periódica aos brinquedos e deitar fora os danificados ou potencialmente perigosos. Além disso, convém guardar os brinquedos dos mais velhos (por exemplo, dardos) fora do alcance dos irmãos mais pequeninos.
- Depois do divertimento, ensinar as crianças a arrumar tudo numa caixa, por exemplo. Os brinquedos abandonados no chão podem provocar quedas.
- Na hora de dormir, não deixar que a criança leve para a cama certos brinquedos que podem causar asfixia, como é o caso de comboios ou outros objectos com fios ou cordas compridas.
Um estudo sobre segurança de brinquedos no mercado português revelou que o símbolo CE não é sinónimo de segurança e recomenda a o Governo que intensifique a fiscalização.
Brinquedos da «lojas dos 300» ou «lojas chinesas»
http://www.natal.iol.pt/noticia.php?id=878700&div_id=3918
artigo tirado deste site
Num trabalho desenvolvido pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil e pelo Centro Nacional de Embalagem, foi testada a segurança de 13 brinquedos destinados a crianças com idade inferior a 36 meses.
O estudo, que não pretende ser representativo da realidade portuguesa, foi feito com o objectivo de ilustrar alguns dos riscos encontrados actualmente nos brinquedos existentes no mercado português, tendo sido escolhidos brinquedos acessíveis em grandes superfícies e «lojas dos 300».
Em doze dos 13 brinquedos analisados está assinalada a marcação CE (Comunidade Europeia), o que representa uma garantia do fabricante de que está de acordo com as normas em vigor na União Europeia. Todos os produtos comercializados no espaço europeu que não tenham esta marcação são apreendidos.
Segundo o estudo, a marca CE não é sinónimo de segurança, pois conclui-se que dos 12 brinquedos com marcação CE, apenas cinco se encontravam em conformidade com as normas de referência.
Apesar do estudo não ser elaborado com uma amostragem representativa, os brinquedos existentes em lojas de grandes superfícies parecem ser mais seguros.
Os brinquedos das «lojas dos 300», adianta o documento, parecem ter uma maior probabilidade de apresentar riscos sérios para a saúde e segurança das crianças.
Por outro lado, os avisos de idade indicados pelos fabricantes nem sempre correspondem à utilização sugerida pelo brinquedo e o símbolo gráfico de aviso de idade «não recomendado para menores de 36 meses» é por vezes utilizado inadequadamente em brinquedos destinados claramente a bebés pequenos.
Relativamente à norma EN 71-1 (propriedades físicas e mecânicas dos brinquedos), o estudo revela que cinco brinquedos - adquiridos em lojas de grandes superfícies -, estavam em conformidade com a norma e não foram detectadas quaisquer irregularidades, pelo que foram considerados seguros.
Outros cinco brinquedos apenas apresentavam irregularidades na rotulagem nomeadamente no que se refere aos avisos de idade que não correspondiam à utilização sugerida pelo brinquedo.
Os restantes três brinquedos analisados (adquiridos em lojas dos «300») apresentavam sérios riscos para as crianças: dois deles possuíam marcação CE.
O estudo analisou ainda a conformidade dos brinquedos à norma EN 71-2 r eferente à inflamabilidade.
Os brinquedos submetidos ao ensaio de inflamabilidade não apresentam riscos inaceitáveis, a velocidade de propagação da chama encontrada no curso dos ensaios era aceitável à luz da norma.
O grupo que realizou este trabalho aconselha o Governo a efectuar mais fiscalização, principalmente nas «lojas dos 300».
Os brinquedos são para todas as crianças, incluindo as crianças portadoras de deficiência:
| | Compreender | Características do brinquedo |
| Deficiência mental | Uma criança que sofra deste tio de deficiência deve ser estimulado de maneira voluntária, isso é, dar-lhe vontade de interagir com o seu meio ambiente. A empresa americana “Enabling Device” especializou-se no fabrico de brinquedos com estimulação sensorial. | - Ser de manipulação fácil. - Ser jogos com regras que se possam adequar ao nível de cada criança. - Ser brinquedos com os quais a criança possa aprender de maneira espontânea (aprender sem se aperceber que esta a aprender). - Ter fins práticos para permitir a autonomia dia após dia (por exemplo ajuda nas refeições, no banho etc.) |
| Deficiência motora | O corpo da criança impo-lhe limites de modo a que se deva encontrar estratégias para contornas essa sua incapacidade motora dos membros fragilizados. O computador é uma das soluções para favorecer a aprendizagem académicas, também como para facilitar o quotidiano das pessoas. | - Computador especifico para as limitações da criança; -software educativos para ele aprender; -Soluções praticas para o dia a dia; -Roupas especialmente concebidas para poderem ser usadas em cadeiras de roda. |
| Poli deficiência | A criança encontra-se afectada por mais do que uma deficiência. | - Estimular os sentidos da criança de forma simples e directa; - Brinquedos que permitem à criança de interagir com o mundo que a rodeia. |
| Autista | O autismo é uma doença psiquiátrica rara e grave da infância – Síndrome de Kanner – autismo infantil – caracterizado por um desenvolvimento intelectual desequilibrado, afectando também a capacidade de socialização. | - Brinquedos tacteies; - Jogos ou brinquedos com os quais eles possam familiarizar-se com as regras sociais; |
| Deficiência visual | Pode ser completamente cego, ou ver com muita dificuldade. | -brinquedos tacteies; -jogos de sociedade permitindo a integração da criança, livros tacteies ou em Braille; |
| Deficiência auditiva | | -brinquedos que possam estimular os sentidos auditivos, tacteies olfactivos para desenvolver a percepção do mundo; -brinquedos que desenvolvem a fala, a vontade em comunicar; -brinquedos que estimulam a linguagem gestual. |
Sofia Fernandes
As Ludotecas

O que são e como surgem as ludotecas?
As ludotecas são instituições recriativo-culturais pensadas para as crianças e adolescentes, que através do jogo podem desenvolver a sua personalidade, durante o seu tempo livre. Para isso, as ludotecas oferecem e estimulam o jogo infantil, oferecendo ás crianças os materiais necessários bem como as orientações, ajudas e companhia que o jogo requer.
As ludotecas surgem como solução para a falta de formação que os adultos têm acerca do jogo que é adequado para as suas crianças, assim como, o problema económico que muitas famílias apresentam, agravado por falta de espaço na rua e nas suas casas.
Actualmente, as ludotecas pertencem a administrações locais dentro de centro cívicos, bibliotecas, casas de cultura e escolas, podendo também pertencer a instituições independentes de interesse educativo, social ou outras identidades socioculturais.
As ludotecas estão especialmente pensadas para as crianças e jovens, mas alguns projectos inovadores podem também ser dirigidos para pessoas adultas e para a terceira idade.
O modelo anglo-saxão - é fiel á ideia original de ludoteca. Partem de uma planeamento assistencial para superar carências do tipo económico que impedem o acesso a determinadas brincadeiras. Este serviço preventivo oferece orientação ás famílias que têm filhos e com especial atenção a crianças com necessidades especiais.
O modelo latino - em principio tinha uma função socio-económica destinada a crianças de famílias carenciadas. A ideia de espaço de jogo foi alargada com maior quantidade de jogos, para que as crianças possam desenvolver as suas necessidades lúdicas no seu tempo livre, dinamizadas por especialistas.
Outros tipos de ludotecas
Ludotecas móveis - são ludotecas ambulantes, que têm um itinerário fixo e percorrem escolas, povos, aldeias e bairros, especialmente lugares onde a população tem mais dificuldade de acesso a este tipo de centros. Algumas só contêm material mas há outras que têm espaço de jogo no seu interior.
Ludotecas hospitalares - são ludotecas instaladas dentro de um hospital com a finalidade de proporcionar as crianças hospitalizadas, que tem muito tempo livre, materiais de jogo. A actividade, distracção e comunicação que o jogo oferece pode ajudar à recuperação das crianças. Também existem mini-ludotecas em consultas pediátricas.
Ludotecas monográficas - são aquelas que estão especializadas em determinados jogos: jogos eléctricos, jogos de role, jogos psicomotores, entre outros.
A concepção do jogo é fundamental para a infância, utilizando-o como uma das principais ferramentas de intervenção educativa, social e cultural. Para tal, são necessários cinco elementos importantes: pessoas implicadas, materiais lúdicos, espaço, tempo e normas.
Pessoas implicadas - companheiros de jogos que podem partilhar momentos de diversão e desenvolvimento, relacionar-se, discutir e chegar a acordos.
Na ludoteca, os pais e avós podem encontrar um centro de recursos lúdicos onde podem não só ver jogar as crianças como também conhecer os seus gostos e desejos, informar-se sobre a adequação de jogos em determinadas idades, desenvolvimento, etapas, etc.
Ludotecários - são animadores especializados que aplicam técnicas e recursos para organizar e dinamizar a ludoteca, estimulando a capacidade do jogo e facilitando a convivência e relações interpessoais.
Materiais
Os variados jogos e brinquedos devem ser seguros, seleccionados com critérios de qualidade em função das características dos usuários, tendo em conta as suas preferências, gostos, necessidades e com base em critérios pedagógicos e de educação. Deve-se facilitar ás crianças critérios de selecção para os seus próprios brinquedos, educando-os a um consumo responsável.
Os brinquedos de uma ludoteca devem ser, para uma melhor higiene, desinfectados periodicamente.
O mobiliário deve ser facilmente amovível e higiénico e deve estar ao nível da estrutura das crianças para que estes possam dispor do material de uma forma livre e responsável.
O Espaço
Deve-se procurar espaços interiores e exteriores onde jogar. As crianças devem dispor de cenários agradáveis, adequados e acondicionados, que as levem a descobrir a imaginar e a mover-se com liberdade.
Tem que haver uma correcta distribuição de espaços para facilitar as funções (tipos de jogo, actividades de animação, participação de adultos, guarda-roupa, entre outras.) e deve-se utilizar portas corredoras para haver espaços polivalentes.
As instalações técnicas para que sejam agradáveis devem ter iluminação natural e iluminação artificial, ventilação e ar condicionado para regular a temperatura.
O tipo de solo onde se leva a cabo as actividades é muito importante. Este deve ser de material plastificado, resistente, de fácil limpeza e de desinfecção.
A segurança dos utilizadores de uma ludoteca é outro ponto importante. Devesse ter em conta vários aspectos:
-ter um projecto de evacuação;
-eliminar barreiras arquitectónicas;
-as caixas de electricidade devem estar protegidos adequadamente e fora do alcance das crianças;
-as fontes de calor têm que estar protegidos para evitar queimaduras;
-os extintores devem estar em condições;
-uma caixa de primeiros socorros, sem medicamentos.
O Tempo
Os horários de atendimento ao público são flexíveis, ou seja, vão de acordo com as necessidades da população a que se destina.
Nos períodos de férias é quando os usuários frequentam mais as ludotecas, uma vez que têm mais tempo livre.
As normas
A criação de um espaço cativante, leva a que as normas mínimas assegurem a convivência entre os usuários e o bem funcionamento do meio.
É muito importante que todos os usuários conheçam as normas. As normas têm de ser muito claras e sem quaisquer dúvidas. Assim, se devem cumprir e fazer cumprir.
As normas mais importantes são as de funcionamento, higiene e convivência
-Normas de funcionamento – relaciona-se com os horários, espaços, com o que se pode ou não fazer, como se podem obter jogos, que jogos se devem obter com permissão, entre outras.
-Normas de higiene – lavar as mãos antes de entrar, higiene no calçado, zonas que se devem utilizar sem sapatos, não comer na zonas dos jogos, não fumar no recinto da ludoteca, entre outras.
-Normas de convivência – respeitar os brinquedos, os espaços, o mobiliário e os companheiros, utilizar um vocabulário e um tom respeitoso.
Objectivos da ludoteca
A finalidade de qualquer ludoteca é garantir o direito ao jogo. M.de Borja explica alguns dos objectivos:
-Deixar que as crianças brinquem com os brinquedos que eles mesmo escolhem em função do seu gosto;
-Aumentar a comunicação e melhorar as relações das crianças com os adultos em geral;
-Orientar os pais na escolha da compra dos brinquedos para os seus filhos;
-Proporcionar material lúdico adaptado ás crianças com incapacidades;
-Realizar actividades de animação infantil e juvenil;
Funções da ludoteca
Para que estes objectivos sejam cumpridos as ludotecas têm que cumprir algumas funções:
-Função recreativa - A ludoteca deve oferecer diversão e fazer passar um bom tempo aos seus utilizadores. Para tal, deve ser atractiva e tem que ter um ambiente de simpatia e de cordialidade.
-Função educativa - O jogo é um mecanismo de aprendizagem inato, logo os educadores devem estimular a capacidade de jogar, educando de forma globalizada os aspectos sensoriais motores, intelectuais, comunicativos e socio-afectivos, entre outros.
-Função socio-económica - A ludoteca colabora activamente para o cumprimento do direito de todas as crianças ao jogo, pondo o jogo e os brinquedos ao alcance de todos.
-Função comunitária - A ludoteca estabelece um clima de participação cidadã na realidade quotidiana e relações com outras instituições (escolas, associações, clubes, bibliotecas, entre outros).
-Função de integração social - A ludoteca é um espaço de relação com outras crianças de qualquer realidade social. É também um espaço propício a relações intergeracionais.
-Função de investigação - A ludoteca é o maior espaço com material lúdico que existe. Portanto, tem a tarefa de avaliar a qualidade dos brinquedos, a experimentação dos novos jogos, a recuperação e divulgação de jogos populares, a experimentação sobre animação e organização, entre outros.
A Intervenção na Ludoteca
Os objectivos e as funções da ludoteca definem quais são as funções do animador de ludoteca. Estas tarefas podem dividir-se entre:
Tarefas educativas
.Acompanhamento aos utilizadores.
.Dinamização da ludoteca e do espaço envolvente.
.Animação das actividades.
.Elaboração de projectos a longo médio e curto prazo.
.Avaliação das diferentes intervenções.
Tarefas de gestão
.Organização de espaços, materiais e recursos humanos
·Administração de recursos e gestão do Plano de actividades
·Compra de material de reposição e novas aquisições
·Classificação, catalogação e controle dos materiais e empréstimo de jogos
·Manutenção de jogos e espaços e suas condições de higiene.
.Elaboração de informação e campanhas publicitárias para dar a conhecer e promover a ludoteca.
Tarefas de Coordenação
.Com as escola, associações, instituições e outros agentes culturais.
Tarefas de investigação
.Acessorias a escolas, famílias, associações, etc.
.Preferências do utilizador
.Inovações
.Avaliações e analise de jogos, espaços. Organização, etc.
Metodologia da intervenção
A intervenção educativa numa ludoteca tem sempre que estar relacionada com o jogo.
O jogo livre pressupõe uma intervenção muito informal.
Neste modelo pedagógico os educadores são dinamizadores e facilitadores enquanto os utilizadores deverão ser os verdadeiros protagonistas da acção educativa.
Podem ainda organizar-se outro tipo de actividades sempre relacionadas com o jogo e com o brinquedo que assumam um formato mais dirigido e intervencionista tais como oficinas, conferencias, jogos dirigidos, etc.
Planificação e programação
A planificação e a intervenção numa ludoteca desenvolvem-se em três níveis. O primeiro ocupa-se do projecto educativo, o segundo das actividades concretas e o terceiro da programação.
Aspectos organizativos
Admissões de utilizadores e quotas.
Um dos aspectos mais importantes é o financiamento. Este aspecto depende de que tipo de ludoteca se trate, a sua finalidade e os utilizadores a que é direccionada. Cada ludoteca decidirá se deve ou não aplicar o pagamento de quotas, o seu valor e frequência de pagamento. Essas quotas devem no entanto ter sempre em consideração critérios de cariz social. O leque de opções é grande, há ludotecas em que se paga segundo o tempo de uso, por dia, quotas mensais, anuais, só de inscrição, há algumas totalmente gratuitas, outras com custo simbólico, outras só se fazem pagar por jogo emprestado, etc.
Serviços de empréstimo
Nem todas as ludotecas tem serviço de empréstimo de jogos, dependendo dos objectivos definidos pela equipa estabelecem-se as normas de funcionamento definindo que materiais se podem emprestar, a duração do empréstimo, quantos jogos se emprestam de cada vez, se há renovação do empréstimos, fianças, sanções fichas de empréstimo etc.
Organização de Jogos e utilizadores
Uma ludoteca tem que dispor de uma boa organização e controle tento dos objectos lúdicos como dos utilizadores. Actualmente elaboram-se de forma digitalizada as bases de dados. Os elementos básicos da dita organização e controle são os livros de registos, as fichas de jogos, as fichas de utilizadores e as fichas de empréstimo.
Livros de registo
Fichas dos jogos
Fichas de empréstimo
Outros Espaços Lúdicos
Para além das ludotecas existem ainda outros espaços que tem como base o jogo e o brinquedo. Os mais importantes são os Parques Infantis Cobertos e os Parques de Aventura.
Parques Infantis Cobertos
Estes parques são equipamentos implantados em espaços fechados com instalação de estruturas de grande tamanho que propõe exercícios psicomotores com a finalidade de entreter mediante propostas de acção.
Este tipo de parques nasce nos Estados Unidos e Grã-Bretanha associados como oferta lúdica de locais de comida rápida. Devido ao êxito deste tipo de equipamentos muitos centros comerciais e grandes superfícies adoptaram este tipo de solução. Actualmente este tipo de instalações prolifera de forma independente como oferta lúdica.
Estas instalações oferecem diferentes possibilidades de acção pelo pagamento de pagamento prévio de entrada ou pagamento à hora.
Podem estar delimitados espaços em função das faixas etárias, oferecer a possibilidade de celebração de festas com espaços adaptados para merendas com serviço de bar etc.
Estes espaços não são um projecto educativo, os objectivos que cumprem são:
.Proporcionar um espaço de jogo motriz livre e seguro.
.Facilitar a relação entre as crianças.
.Proporcionar aos pais umas horas livres do controle dos filhos
.Facilitar as famílias a organização de festa infantis.
Ao adulto não cabe aqui nenhum papel além do de vigiar possíveis conflitos, para que se cumpram as regras e para que não aconteçam acidentes.
Actualmente começam a introduzir-se a tendência para dotar este centros com conteúdos pedagógicos para que para além do entretenimento sirvam também fins educativos.
Os Parques de Aventura
Areais para construir e destruir, cordas para trepar, pontes, buracos tubos, cabanas, tabogans, labirintos, e inclusivamente horta e zona de animais, tudo se converte num espaço cheio de oportunidades para o desenvolvimento integral longe do ócio consumista.
Estes parques estão normalmente situados em praças e parques públicos e permitem aos mais pequenos jogar com as famílias convertendo-se estes em colaboradores e companheiros.
Em geral estes parques estão em mãos de animadores e educadores especializados em tempo livre. Nalguns países existe a possibilidade de alugar durante um certo tempo as estruturas de jogo de forma que bairros, escolas, comunidades de vizinhos, pequenas aldeias e inclusivamente particulares possam desfrutar destes espaços.
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Jornadas e Colóquio de Animação Sociocultural
“Caminhos da Animação”
Decorrerão na cidade de Beja, nos próximos dias 26 a 30 de Março, as Jornadas de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja, intituladas “Caminhos da Animação”.
Estas jornadas são organizadas pelos alunos de 4º ano do Curso de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja, com o apoio da Associação Nacional de Animadores Socioculturalis (ANASC) e pretendem constituir-se como um espaço de reflexão e de intercâmbio de experiências sobre diferentes âmbitos de intervenção da Animação Sociocultural. Esta actividade será, também e naturalmente, um meio de divulgar a Animação Sociocultural, enquanto instrumento de intervenção, junto de instituições que a ela podem recorrer para prosseguir actuações nos domínios da educação, da cultura e da acção social.
O pré-programa das jornadas de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação de Beja, que está ainda a ser ultimado, prevê a realização de um conjunto de actividades de animação, palestras, apresentação de projectos de animação, exposições, mesas redondas, workshops, feiras do livro e do artesanato e um colóquio com a duração de dois dias. Ao longo dos cinco dias de trabalho das jornadas, abordar-se-ão as seguintes temáticas: Animação e Desenvolvimento Local; Animação Socioeducativa; Animação e Educação ambiental; Animação e Empreendedorismo; Animação e Interculturalidade; Animação da Leitura; Animação e Arte e Animação e Necessidades Especiais. Em cada um destes painéis haverá intervenções de instituições e de individualidades que desenvolvem actuações nesses diferentes domínios da Animação. O Colóquio incluirá, ainda, workshops e um conjunto diversificado de actividades de animação relacionadas com as temáticas em análise.
Os interessados em participar nesta iniciativa podem efectuar a sua inscrição até ao próximo dia 20 de Março, através da entrega ou envio por correio de ficha de inscrição que pode ser solicitada na Escola Superior de Educação de Beja – Rua Pedro Soares 7800-295 Beja, pelo telefone 284 500 001, pelo e-mail caminhosdaanimacao@iol.pt ou anasc@mail.pt.
Beja, 11 de Janeiro de 2007
Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Possibilidade de divulgação de eventos/projectos em radio regional
Sou aluna do 4º ano de ASC da ESEB.
Estou nesto momento a colaborar como correspondente de uma radio regional "RTM - Radio terra Mãe".
Tenho a possibilidade de divulgar todos os eventos/projectos de qualquer ambito (cultural, social, ambiental, educativo, ... ) que se realizem em toda a região do alentejo.
Quem quiser divulgar ou dar a conhecer qualquer evento/projecto gratuitamente poderá faze-lo através do email:
milacristiano@hotmail.com
Terça-feira, Novembro 28, 2006
Ministério da Educação cria curso único para a formação de profissionais de Animação Sociocultural de nível secundário
Através da leitura do blog Animação Sociocultural e Juventude, da responsabilidade o Animador José Vieira (www.anijovem.blogspot.com) que recomendo vivamente a todos os que de alguma forma se interessam pela questão da ASC no nosso país, tive conhecimento da publicada, em Diário da República, da portaria do Ministério da Educação que cria o Curso Profissional de Animador Sociocultural, visando a saída profissional. No texto do referido autor ficamos a saber que
“com a publicação da presente portaria são extintos os cursos profissionais anteriormente criados na área da animação (animador social, animador social/assistente de geriatria, animador social/assistente familiar, animador social/organização e apoio nas áreas sociais, animador social/organização e planeamento, animador social/técnico de desenvolvimento, animador sociocultural, animador sociocultural/assistente familiar, e animador sociocultural/desporto).
A componente de formação técnica do plano de estudos do novo curso tem uma carga horária global de 1600 horas, assim distribuídas: 480 horas para a área de Expressões (corporal, dramática, musical e plástica), 350 horas para a área de Estudo da Comunidade, 350 horas para Animação Sociocultural e 420 horas para Formação em Contexto de Trabalho.”
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Revista - @local.glob nr. 3 "A redução do risco de desastres: uma chamada para a ação"
Para os possíveis interssados aqui segue a infomação do lançamento do terceiro número da revista @local. glob - Pensamento Global para o Desenvolvimento Local intitulado "A redução do risco de desastres: uma chamada para a ação" encontra-se disponível em português, espanhol, inglês e francês na seguinte página web:
http://www.delnetitcilo.net/localglob
Trata-se de um número especial, preparado em colaboração com a Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD) e a Plataforma Internacional para a Recuperação, foi apresentado, na versão inglesa, numa sessão do Conselho Económico e Social das Nações Unidas dedicada ao sistema EIRD e a implementação do Quadro de Acção de Hyogo, que teve lugar no Palácio das Nações de Genebra (Suiça) no passado dia 19 de Julho de 2006. Os editores esperamos que a revista desperte interesse e convidam ao envio de comentários, sugestões ou idéias por correio eletrônico a:
local.glob@delnetitcilo.net
Domingo, Novembro 12, 2006
Novidades da Agir. .
Novidades da Agir. . . mais algumas propostas que me vão fazendo chegar.
II Congresso Internacional sobre
"A Imigração em Portugal e na União Europeia"
Palácio dos Capitães Generais, Angra do HeroÃsmo (Açores – Portugal)
23 e 24 de Novembro de 2006
PROGRAMA
QUINTA-FEIRA (JUEVES), 23 DE OUTUBRO DE 2006
15.00: Abertura Oficial do II Congresso Internacional "A Imigração em Portugal e na UniÃo Europeia"
Carlos César, Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores
Fernando Cruz, Presidente da Direcção da AGIR “ Associação para a Investigaõao e Desenvolvimento Sócio-cultural"
Alzira Silva, Directora Regional das Comunidades – Presidência do Governo Regional dos Açores
16.00 – 18.00: DIREITOS FUNDAMENTAIS E POLÃTICAS DE IMIGRAÇÃO
Direcção Regional das Comunidades – Na Rota das Migrações, Um Serviço Público para Todos – Sónia Duque, Direcção Regional das Comunidades – Presidência do Governo Regional dos Açores
A Integração dos Imigrantes nos Açores – uma perspectiva jurÃdica – Adriana Sabino, Direcção Regional das Comunidades – Presidência do Governo Regional dos Açores
A nova lei da nacionalidade – Maria Botelho Moniz, Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME)
SEXTA-FEIRA (VIERNES), 24 DE OUTUBRO DE 2006
09.30 – 12.30: INTEGRAÇÃO, ASSIMILAÇÃO, EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Identidade cultural de comunidades migrantes - apresentação de um projecto de investigação – Joana Miranda, Universidade Aberta/CEMRI
Processos de integração social dos imigrantes no concelho de Portalegre: alguns elementos de reflexão oriundos da investigação empÃrica – Alexandre Cotovio Martins, Escola Superior de Educação de Portalegre / Câmara Municipal de Portalegre
Educação Intercultural – João Antunes, Centro de Estudos das Minorias/Universidade Fernando Pessoa
Violência simbólica, imigração e educação – estudo de caso no sistema educativo português – Fernando Cruz, AGIR – Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
Abandono escolar e minorias etnoculturais no Canadá: desfasamento entre imagem e realidade – Ilda Januário, The Ontario Institute for Studies in Education of the University of Toronto (OISE/UT)
14.00 – 16.00: RELAÇÕES E MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS E EUROPEIAS
De la expulsión de Ecuador a la precaria inserción sociolaboral en AndalucÃa. El caso de la población ecuatoriana en Sevilla y su área metropolitana – Alejandra Ndjoli Fernández, Departamento de Historia de América de la Universidad de Sevilla – José MarÃa Manjavacas Ruiz, Departamento de AntropologÃa Social de la Universidad de Sevilla/Grupo de Investigación GEISA
La emigración zamorana a Centro-Europa en las décadas de los años 60 y 70 del pasado siglo XX – Angel San Juan Marcial, Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Salamanca
Imigração portuguesa e nacionalismo cultural brasileiro: o "regime de cotas" de imigrantes – Neide Almeida Fiori, Universidade do Sul de Santa Catarina/UNISUL (Estado de Santa Catarina, Brasil)
Migraciones internacionales y nuevas identidades transnacionales – Juan Ignacio Castien Maestro, Departamento de PsicologÃa Social de la Universidad Complutense de Madrid
16.30 – 19.00: ETNICIDADES E MINORIAS/GLOBALIZAÇÃO, IDENTIDADE E DIVERSIDADE
A mobilidade estrangeira na sociedade faialense – as mudanças visÃveis – Paulo Teves, Direcção Regional das Comunidades – Presidência do Governo Regional dos Açores
A Comunidade cabo-verdiana nos Açores – Paulo Mendes, AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores
Uma Recensão CrÃtica Comparada de Dois Artigos incluÃdos em Globalisation and Migration de Papastergiadis, Nikos (2000) e Michael Kenny, Identities in Motion (2004) – Maria Inês Macias de Mello Magalhães , Universidade Aberta/CEMRI
Análisis de la inmigración a través de los mensajes publicitarios en España – Esther MartÃnez Pastor, Universidad de Valladolid – Carmen Gaona Pisonero, Universidad Rey Juan Carlos de Madrid
Imigração e MÃdia: estereótipo da identidade brasileira em Portugal – Benalva da Silva Vitorio , Universidade Católica de Santos/UNISANTOS
19.00: Sessão de Encerramento
20.30: Jantar de Encerramento, oferecido por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional dos Açores
OUTRAS COMUNICAÇÕES A PUBLICAR NAS ACTAS DO CONGRESSO:
Multiculturalismo no meio escolar: um fenómeno recente na Madeira – Christine Escallier, Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira/UMa
§Ã£o e Inclusão Social: Uma Intervenção Psicológica com os "Sem-Abrigo" – Inês Koch, Abrigo do Porto – Fundação AMI
Pintando o sete: breve bricolage com representações identitárias brasileiras – Kachia Téchio, CEMME – Centro de Estudos em Migrações e Minorias Étnicas, na Universidade Nova de Lisboa
Ensino secundário e as dinâmicas de gestão escolar e curricular na construção de processos de assimilação e adaptação às heterogeneidades – Liliana Rodrigues e Nuno Silva Fraga, Universidade da Madeira
Imigração e Segregação Residencial: Algumas reflexões em torno da Urbanização Clandestina do Bairro da Cova da Moura, Amadora – LuÃs Mendes, Centro de Estudos Geográficos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Movimentos migratórios globais e pluralismo cultural: pistas para um olhar sociológico sobre a constituição de novas famÃlias em Portugal – Maria das Mercês Cabrita de Mendonça Covas , Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Departamento de Ciências da Educação e Sociologia da Universidade do Algarve
El mercado de trabajo y la emigración en una ciudad fronteriza: El caso de Melilla – Virgilio González Fernández, Universidad de Granada. Campus de Melilla
Inscrição:
Associados: 10 euros
Novos associados [1] : isentos
Participantes sem comunicação [2] : 12,50 euros
Transferência bancária:
AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
NIB : 0035 0666 000809 51030 20
IBAN : PT50003506660008095103020
BIC : CGDIPTPL
Banco: Caixa Geral de Depósitos
Correio postal ou vale postal
AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
Apartado 304
4490 Póvoa de Varzim
Portugal
Formulário de inscrição (CIIPUE2):
Nome:
Morada:
Cód. Postal:
Localidade:
PaÃs:
Tel. n.º:
E-mail:
Data de Nascimento:
NIF:
Habilitações Literárias:
Profissão:
Instituição Representada:
Estudante: Sim: ____ Não: ____ Curso/Universidade:
Equipamento necessário:
Modo de pagamento
Data de Inscrição:
Novos associados: Desejo que a minha inscrição seja convertida automaticamente no pagamento das taxas de inscrição (40 euros) na Associação AGIR (válida por 12 meses). Sim ____ Não ____
Enviar:
AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural
Apartado 304
4490 Póvoa de Varzim
Portugal
ou
associacao.agir@gmail.com
Estágios Profissionais - Programa Leonardo da Vinci - Projecto ANIMA
Caros Colegas, encaminharam-me este e.mail, por minha vez coloco-o aqui a título de proposta. Quem sabe possa interessar a algum de vós. =) Assim espero.
(O folheto e o cartaz nao estavam disponiveis, lamento)
"Excelentíssimo(a) Senhor(a),
A Associação Rota Jovem completa no próximo mês 14 anos de existência. Aolongo destes anos desenvolveu actividades de ocupação de tempos livres dejovens nas áreas do desporto, aventura e cultura, ambiente, solidariedadesocial, formação e intercâmbios.
No âmbito do *programa comunitário de formação profissional- Leonardo daVinci,* irá realizar pela quarta vez o projecto *"Anima – Action for socialcultural animators"* que na prática consiste no envio de 35 jovensestagiários na área da animação sócio cultural para 4 países europeus *(Itália,Alemanha, Suécia e Hungria), *ao longo do 1º semestre de 2007 durante 16semanas.
O projecto "ANIMA" dirige-se *a jovens à procura de emprego na área daanimação sóciocultural* ou já licenciados/diplomados numa área coerente como tema e que procurem uma formação mais específica na área da animação.
*Solicitamos o seu precioso contributo, divulgando através dos meios ao seualcance a informação que segue em anexo.
**Mais informações* no site www.rotajovem.com ou através do telefone 214862005.Agradecemos a atenção e enviamos as nossas irreverentes saudações,
Ana Ferreira
PROJECT MANAGER
ROTA JOVEM
Ed. Rota Jovem
Largo do Mercado
2750 431 CascaisPortugal
T/F: + 351 21 4862005
leonardo_rota@yahoo.com
www.rotajovem.com"
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Dificuldades em descolar
ColegasParece que o nosso Blog continua com dificuldades em descolar. Pessoalmente não tenho participado muito por motivos profissionais mas também para deixar “espaço” aos novos inscritos e à sua criatividade.
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
Blogs e Animação
Na sequência da mensagem aqui deixada pela Rita, na qual nos indica um conjunto de sites e blogs com interesse para a Animação e para os Animadores, gostaria de reforçar a crescente importância que este recente fenómeno comunicacional tem presentemente, reforçando, assim, a opinião já expressa pelo Carlos em artigo anterior.
De facto, muitos são os espaços onde podemos (e devemos...) manifestar a nossa opinião, (concordante ou discordante), divulgar as nossas actividades e projectos, trocar impressões ou simplesmente dizer o que nos vai na alma...
Da minha parte, tudo farei para promover esta prática junto dos actuais e futuros Animadores e sempre que o tempo (que me faz andar em constante correria) mo permita, também mandar o meu palpite ou opinião.
Aliás, falando de bolgs, parece-me importante e justo enaltecer o excelente trabalho realizado pelo José Vieira no “Animação Sociocultural e Juventude” (www.anijovem.blogspot.com) um “espaço obrigatório” para quem anda nestas reflexões da prática da Animação.
E já agora, falando em Animação, quem é que assistiu ao Festival de Tunas do passado fim de semana no Pax Júlia? Eu vi por lá Animadores bem Animados....
A todos um abraço,
José Conde
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
Sites Interessantes
Venho aqui deixar sites relacionados com a animação, porque as vezes andamos a procura e demoramos uma data de tempo a achar qualquer coisa interesante. Eu sei que há muitos mais mas espero que já dê uma ajudinha!!!***************
Associações:
http://www.pacta.web.pt/home.htm
http://www.apdasc.com/pt/
http://www.animar-dl.pt/directorio/
http://www.inde.pt/index.htm
Blogs:
http://www.anijovem.blogspot.com/
http://appsa.blogspot.com/
http://nucleo-asc-eseg.blogspot.com/
http://oanimadorsociocultural.blogspot.com/
Outros:
jeanclaudegillet.free.fr/pdf/Comunicacao_PTG%20_2.pdf
http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2883
http://www.intervencaoapdc.com/index.htm
http://www.livrarialeitura.pt/catalogue.ud121?cat0_oid=-149313&cat1_oid=-149904&from_zone=Tem%E1ticas+2N
http://www.lazer.eefd.ufrj.br/animadorsociocultural/
http://victorian.fortunecity.com/operatic/88/tecnicas.htm
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
Inquérito
Lançamos um inquérito aos nossos participantes participem pois é um assunto pertinente e um problema que se vai colocar no futuro.
Link importante
Acrescentamos um novo link à nossa lista. Clique aqui, na imagem ou vá á nossa lista de Links para visitar o site da APDASC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Socio-cultural.Novo ano novo fôlego
Um novo ano a começar, um novo fôlego neste blog. Este espaço que começou como trabalho académico dum aluno do 2ºano 2005/06 pode agora transformar-se num espaço alargado de trabalho, de convívio, de troca de informação para toda a gente do Curso de Animação, talvez mesmo para toda a escola. É esse o desafioSexta-feira, Julho 07, 2006
Boas Férias
Olá a todos os Animadores que se preparam para gozar as merecidas férias depois de mais um ano de "grande labuta". Um abraço especial principalmente ao pessoal da Animação da ESEB.
Já agora, aqui vai uma prendinha:
http://www.webometrics.info/top100_europe_es.asp-country=pt.htm
É apenas um ranking e naturalmente é sempre algo subjectivo mas sempre é melhor que nada.
Boa sorte e Viva a Animação
José Conde
Quarta-feira, Junho 21, 2006
Óbidos - Mercado Medieval
Desde 2002 que Óbidos, assumidamente, faz uma viagem ao passado. O Mercado Medieval é, sem dúvida, um dos grandes eventos de Óbidos.Neste “mergulho na História”, Óbidos voa para outras épocas. Com o castelo como pano de fundo, centenas de actores e figurantes, vestidos a rigor, fazem as delícias de todos aqueles que aqui passam. Pelas ruas da Vila encontram-se personagens, feirantes, almocreves, malabaristas, bailarinas, jograis, músicos, lutadores, nobres, mendigos e até as pobres vítimas da peste…
Os milhares de visitantes vivem o passado de uma forma atractiva e saboreiam as verdadeiras delícias distribuídas pelas várias tasquinhas presentes no Mercado Medieval. Para além dos espectáculos, o visitante é confrontado com episódios burlescos, escaramuças com guerreiros, entre muitas outras peripécias…
Espalhados pelo recinto estão dezenas de artesãos que, ao vivo, mostram a sua arte. Por meia dúzia de Torreões (a moeda oficial do Mercado), os visitantes podem comprar de tudo um pouco desde trajes da época, passando por sapatos, jóias, ou as tradicionais mezinhas…
Horário de Abertura:
Dia 13 – 18h00 até às 24h00
Dias 15, 16, 22 e 23 – 12h00 até às 24h00
Dias 14,17,18,19,20,21 – 15h00 até às 24h00
AnimaçãoTema
Visita RégiaRecriação de visita régia que englobará diversas actividades de que se destacam: torneios a cavalo e apeados, cortejos diurnos e nocturnos, concertos de música, peças teatrais, ceias animadas, cenas de corte, exibições de falcoaria, entre outros.
Horário de início de animação:
Fins-de-semana – 15h00
Dias de Semana – 18h00
Valor de Entradas – €3,00
Entrada gratuita a visitantes trajados à época;
Entrada gratuita a crianças até aos 11 anos de idade;
Sexta-feira, Junho 16, 2006
Núcleo de Estudantes de Animação Sociocultural E.S.E.Guarda
Segunda-feira, Junho 05, 2006
O Fenómeno dos Blogues.
Curso de Animação Sociocultural
2º Ano
Disciplina: Oficinas de Animação Comunitária II
Professor: Dr. José Conde
Aluno: Carlos Manuel Viegas da Conceição
Nº 3190
Para falar de Blogues é necessário primeiro responder a algumas perguntas básicas para tentar entender o fenómeno. Assim:
O que são blogues?
Aqui está a definição do Whatis.com
Um Weblog (às vezes escrito como 'web log' ou 'weblog' [ou 'blog']) é um web site de origem pessoal ou não-comercial que usa um formato de registo datado e que é actualizado diariamente ou com muita frequência com nova informação sobre um determinado tópico ou vários tópicos. A informação pode ser escrita pelo dono do site, recolhida de outros web sites ou fontes, ou contribuída por utilizadores... Um web log tem muitas vezes a qualidade de ser um tipo de 'registo dos nossos tempos' através de uma certa perspectiva. Geralmente, os Weblogs são dedicados a um ou mais assuntos ou temas, normalmente de interesse tópico, e, geralmente, pode ser entendido como comentários em desenvolvimento, individuais ou colectivos nos seus temas. Um Weblog pode consistir nas ideias registadas de um indivíduo (um tipo de diário) ou ser uma complexa colaboração aberta a qualquer pessoa. A maioria destes últimos são discussões moderadas..."
Na sua forma mais simples, um blog consiste numa série de entradas de texto intituladas e com selo temporal. Funcionalidades adicionais incluem: apontadores para outros web sites, formatação avançada, gráficos de informação, áudio ou vídeo, documentos para download, comentários, conversa em tempo real, capacidade de pesquisa interna/externa, subscrição de newsletter, linha noticiosa, sindicância, categorias e arquivo de conteúdo.
Outras definições.
Um weblog ou simplesmente blog, como também é conhecido, é um jornal informal e pessoal publicado publicamente na web. É actualizado frequentemente, algumas vezes diariamente ou várias vezes por semana.
Um blogue simples consiste num número de entradas ou items. Cada item tem um título, uma pequena descrição, um URL, o nome do autor e a data. blogues mais sofisticados podem conter mais informação tais como categorias ou links múltiplos.
O autor de um blogue é chamado bloguer e até existe o verbo inglês "to blog" e em português já se usam várias expressões derivadas.
Há dois tipos de blogues - blogues pessoais (descritos anteriormente) e blogues de informação. O objectivo de um blogue de informação é comentar e apontar fontes da web num determinado tópico - o tópico pode ser muito específico ou mais vasto em função dos interesses dos bloguers ou bloguistas
Tal como se têm blogues pessoais, é possível ter blogues partilhados onde várias pessoas ou uma equipa contribuem para um único blogue.
Para que podem ser usados?
Os blogues representam uma forma simples de comunicar electronicamente os seus pensamentos, ideias e recursos. O interface relativamente simples torna os blogues acessíveis a todos os utilizadores de Internet (e/ou Intranet). O facto de que o indivíduo controla o quê, como e quando o conteúdo é publicado, permite um grau de liberdade que não tem estado disponível à maioria dos utilizadores da Internet. Comunidades de indivíduos com interesses comuns podem-se formar muito rapidamente. O contágio de ideias e a partilha de informação acontecem à velocidade da luz.
Os blogues têm algumas limitações? Quais e porquê?
Os blogues representam uma forma de comunicar. Por natureza e desenho, as entradas nos blogues são concisas. Isto limita o que é publicável.
O que irá suceder aos blogues?
A comunicação inter-pessoal e a tecnologia de informação irão continuar a convergir e evoluir rapidamente. Os avanços tanto na tecnologia móvel como no interface de utilização vão alterar radicalmente a forma como as pessoas comunicam e trocam informação - as fronteiras de tempo e espaço continuarão a desaparecer. Uma ideia do que isto significa no futuro pode encontrar-se no texto Smart Mobs de Howard Rheingold (http://www.smartmobs.com/). Para além dos reais benefícios, estes avanços irão colocar novas desafios aos nossos direitos, à nossa ética, e ao balanço entre a nossa vida pessoal e profissional.
O que é necessário para criar um blogue?
-Algo para dizer e/ou partilhar.
-Tempo e acesso a um computador.
-Uma conta ou software de bloguing.
Entre as ferramentas comuns de bloguing encontram-se:
-Blogger(http://www.blogger.com/)
-RadioUserland(http://radio.userland.com/)
-Movable Type (http://www.movabletype.org/
Blogs na Gestão do Conhecimento
Desde que a Internet se tornou uma ferramenta do trabalho quotidiano, muitas transformações ocorreram nas dinâmicas de produção, partilha e disponibilidade do conhecimento nas empresas. A facilidade de comunicação instantânea e as possibilidades de trabalho em grupo nunca antes experimentado, trouxeram para o ambiente organizacional novas possibilidades através da exploração do conhecimento criado através dessas interacções. A Xerox por exemplo foi pioneira na criação de comunidades de prática baseadas em tecnologia web. Dessa experiência a empresa não somente ganhou em produtividade, melhor administração de sua base de conhecimento, redução de custos, mas também produziu produtos de software através do”know-how” adquirido.
As implicações dessa nova dinâmica fizeram com que empresas procurassem progressivamente metodologias como a gestão do conhecimento que também foi em boa parte impulsionada pelos novos recursos de software, hardware e comunicações emergentes durante o "boom" da grande rede. Porém ainda não temos a "A SOLUÇÃO" de gestão do conhecimento por inúmeros factores dentre os quais poderíamos salientar o "distanciamento das pessoas" de tecnologias que são criadas para elas, mas não por elas.
Eis que novamente na “!Web” surge algo novo, baseado num "velho conceito" que pode revolucionar não só a gestão do conhecimento mas também o jornalismo, relações públicas, o relacionamento empresa-cliente, a educação e os media de forma geral. Seu nome: BLOG.
Os Blogues - nome originado de Weblog que eram arquivos onde se registravam actividades de sistemas de computação - é uma ferramenta de publicação online de fácil utilização, onde qualquer pessoa através de um browser ou programa específico publica na Internet textos, poemas, insights e registros da sua aprendizagem diária. Esses são apresentados em ordem cronológica inversa, classificados em temas, assinados, com data de publicação, hora, etc. semelhante a um diário.
À primeira vista parece mais um "hype" da Internet, porém basta pesquisar a rede para constatar que mais do que uma ferramenta os Blogues constituem um novo modo de se "publicar" ou "explicitar", o conhecimento. Alguns futurologistas dizem que eles são para a Internet o que a imprensa de Gutemberg foi para a humanidade. Exageros à parte, é certo que o fenómeno blogue não deve ser ignorado Em todo mundo estima-se que existam mais de 1 milhão de blogues. Empresas como The New York Times e MSNBC adoptaram a tecnologia para publicar notícias com um toque mais informal. A Macromedia também utiliza os blogues para se relacionar com os clientes. O Google utiliza ferramenta semelhante aos Blogues na sua Intranet para incentivar os processos criativos e inovações. Universidades como a Kellog University promovem cursos de jornalismo onde os blogues são o assunto principal. Mais do que uma simples ferramenta os blogues encarnam o que Cristopher Locke prediz no Manifesto Cluetrain (http://www.cluetrain.com/) "o ressurgimento das vozes".
Mas para aqueles que não conhecem de perto os blogues a pergunta recorrente é "mas qual a vantagem adicional que essa tecnologia pode oferecer?". A pergunta é oportuna, visto que muitas outras tecnologias tidas como "as soluções" desapareceram tão rápido como um dia encantaram os incautos e críticos do sector da tecnologia. A resposta é simples: "liberdade de expressão, ausência de regras, voz humana". Os blogues são a expressão de seu dono ou "publisher". A liberdade de publicar o que se pensa, de conversar com o mundo, de partilhar o que se aprende é o grande diferencial em relação aos softwares existentes nas Intranets organizacionais. A ausência de filtros, do poder e controle, a livre expressão dá aos blogues o que há de mais humano e faz da "tecnologia" apenas um meio, assim como o telefone e outras tecnologias
O relevante é a possibilidade de interacção, de promoção de conversações vivas, de integração entre inteligências e colaboração entre pessoas. O blogue acaba por ser não só um meio de comunicação para com outras pessoas mas uma ferramenta para a gestão do conhecimento pessoal através dos média que pode evoluir rumo à concretização do conceito de Inteligência Colectiva (Pierre Lévy).
Finalmente, o Blogue não é "a ferramenta definitiva" mas da sua utilização e aperfeiçoamento de seu conceito de publicação simples, fácil e humana, poderão surgir as próximas gerações de tecnologias à serviço da gestão do conhecimento.
A fragmentação da informação a partir da multiplicação dos meios tecnológicos de comunicação traz a necessidade de uma nova maneira de lidar com o saber. Nomes de referência da comunicação apregoam: partilhe conhecimentos!, trabalhe em colaboração!, amplie seu reportório!, inove! Olhando para os lados, podemos ver na expressão dos ouvintes comentários como "ok, senhores, eu entendi. Até concordo. Mas o que devo fazer agora?".
Paralelamente a essa movimentação "top-down", podemos verificar o crescimento exponencial de uma ferramenta que pode levar à emergência de novos arranjos nas inteirações de saber, e eventualmente solucionar a problemática de viabilizar a partilha sem prejudicar o indivíduo. Estou falando dos weblogs.
Um weblog nada mais é do que um website com pequenas mensagens organizadas cronologicamente e com um interface de edição simplificada, através da qual seu autor pode inserir novos "posts" sem a necessidade de saber HTML. Estima-se que já existam cerca de um milhão de weblogs em todo o mundo.
John Robb, presidente e COO da Userland Software, disseminou o conceito de knowledge logs ou k-logs, ou seja, a utilização de weblogs no ambiente corporativo com a finalidade de estimular a colaboração e a organização pessoal do conhecimento. Mais do que uma mera publicação pessoal, um k-log pode ser encarado como um companheiro do processo de aprendizado e do trabalho quotidiano. A sua estruturação cronológica leva a uma existência paralela ao próprio decorrer da vida.
Quando a partilha de informação incorpora-se aos rituais diários - ler, clicar com o rato, digitar um pequeno comentário e pronto, está compartilhado - podemos constatar o surgimento de um novo tipo de relação com o conhecimento.
Uma das características marcantes dos k-logs é o que podemos chamar de catalisação de insights. Uma vez que temos a possibilidade de publicar, a cada momento, qualquer ideia, por menos estruturada ou viável que seja, e revisitá-la posteriormente, aceder aos comentários de terceiros e possivelmente reconstruí-la de acordo com novas condições, é criado um ambiente de inovação e aperfeiçoamento continuado. Podemos perceber também que a percepção de tempo se altera com a referência e a recuperação de posts passados. Se falarmos numa comunidade de webloggers interagindo livremente, esse efeito é potencializado. Por exemplo, eu posso usar um insight que outro weblogger teve há três meses para construir uma ideia hoje, e esta pode ser reaproveitada daqui a um ano. A interconexão de ideias de diferentes autores é um grande estímulo para uma cultura de colaboração, e com o tempo torna-se uma fonte de matéria-prima para a inovação.
Da mesma forma, a possibilidade de referir-se a pedaços de ideias como objectos em si (mais especificamente do que artigos, publicações ou obras completas) permite uma maior "manuseabilidade" das ideias de cada um, favorecendo ferramentas e criatividade. A chamada PKM, Gestão de Conhecimento Pessoal, encontra nos k-logs uma maneira de se realizar: arquivando informações à medida que elas aparecem e depois tendo a possibilidade de pesquisar por elas, contextualizá-las, agrupá-las em categorias e expandir seu significado.
A criação de comunidades de k-logs também mostra um caminho possível para outro desafio da Gestão do Conhecimento: a transformação de informação em conhecimento. Acredito que a contextualização em três direções - histórica, pelo formato cronológico dos weblogs, semântica, com a natural coerência nas opiniões e na escolha de assuntos do autor, e social, com a interação com outros webloggers, é fundamental para esse processo.
A comunidade desempenha um papel decisivo no sucesso de colectivos de k-loggers: mais do que a postagem individual de conteúdo, a consistência de uma comunidade online de klogs é dada pelos hyperlinks e comentários cruzados entre seus integrantes. Um colectivo de weblogs é uma maneira excelente para acompanhar um mundo em constantes transformações, através da integração e diálogo de diferentes pontos de vista em tempo real. Há um novo conceito de hierarquia, baseada no histórico de publicação e comentários de cada indivíduo. Além disso, novos membros da comunidade podem trilhar os weblogs dos mais experientes como verdadeiros guias para a aprendizagem.
Um blogue pode ser uma excelente ferramenta para o marketing pessoal, reflectindo a capacidade, os pontos de vista e a rede de contactos do seu autor. A abertura ao diálogo, o relacionamento directo com os leitores, a honestidade nos pontos de vista e a diversidade das fontes são alguns valores prezados para esse tipo de utilização.
Uma reflexão mais aprofundada sobre a utilização dos blogues pode levar o indivíduo a questionar: onde está minha mente, uma vez que minhas ideias espalham-se no espaço e no tempo, misturando-se com as ideias de outros? Podemos vislumbrar aí o sentido real da virtualização que Pierre Levy define como inteligência colectiva: uma base de circulação de informações que estende a capacidade da mente humana, e que pode ser utilizada como fonte comum que leva a diversas construções de significado, de acordo com a necessidade de cada um. O modo de produção de software livre segue, de certa maneira, essas premissas. A questão que precisamos enfrentar é transpor esse modo de produção para outras áreas do conhecimento. A utilização de blogues é um bom começo.
Os Blogs na imprensa
Alguns artigo sobre blogues:
Alegando tendência para difamação Autoridade quer acabar «blogs»
A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) pretende acabar com os chamados «blogs», páginas de opinião muito em voga na Internet, alegando que estes sítios são frequentemente utlizados para difamação, afirmou ao EXPRESSO Online Pedro Amorim, especialista em direito para as novas tecnologias da informação.
O jurista falava à saída do seminário «Ciberlaw'2004», organizado pelo Centro Atlântico, que decorreu na terça-feira no Centro Cultural de Belém
«Os blogs estão cada vez mais a ter uma relação com o jornalismo, e prevê-se uma grande tendência para a difamação. O objectivo da ANACOM é acabar com a criação de "blogs" e espero que seja cumprido», disse Pedro Amorim.
Quando questionado acerca dos problemas que marcam a sociedade de informação, Pedro Amorim aponta os direitos de autor como um dos mais preocupantes - «será sempre um dos problemas do mundo digital. Mas isto leva também à tendência da segurança 'versus' liberdade de expressão, que vai ainda pôr em causa este último princípio».
A protecção dos consumidores é outra das preocupações, uma vez que eles «são os mais lesados, por exemplo, numa venda on-line. O consumidor é sempre a parte fraca».
«Devia haver apenas uma entidade para a defesa dos consumidores, contrariamente às "n" que existem», salientou. Pedro Amorim esteve presente no Seminário «Ciberlaw'2004», organizado pelo Centro Atlântico, que decorreu no Centro Cultural de Belém.
(In expresso Online – Edição 1752)
Várias facetas dos blogs em análise
A blogoesgfera é hoje uma realidade incontornável para a multidão de utilizadores da internet. Num abrir e fechar de olhos qualquer um pode construir o seu espaço na net, utilizando-o da forma que melhor entender de maneira positiva, dando informações ou trocando ideias, mas também muito negativamente, publicando notícias falsas ou denegrindo a imagem de pessoas e instituições.
Foi este tema bem actual, que serviu de mote ao debate organizado, em Coimbra, pelo curso de Ciências da Informação do Instituto Superior Miguel Torga, que contou com a presença de Carlos Esperança, autor do blog "Ponte Europa", Francisco Amaral, animador de rádio e editor o blog "Íntimia Fracção" e João Luís Campos, jornalista do JN.
Perante uma plateia de futuros jornalistas, a discussão acabaria por incidir sobre as semelhanças e as diferenças entre o jornalismo e esta nova realidade de comunicação, ao dispôr de todos.
Na sua maioria, os blogs abordam temas pessoais (diários) ou religiosos, políticos e desportivos. Mas nem todos são "honestos", como referiu Francisco Amaral e muitos praticam a mentira, denegrindo pessoas, com informações falsas. Mas todos estão sujeitos a receberem comentários de anónimos - ou de pseudónimos -, que também não respeitam pessoas e bens.
Embora os blogs não sejam uma prática jornalística, "não são um órgão de comunicação social, um jornal", podem ser "uma fonte de informação importante" para os jornalistas, como referiu João Luís Campos. Importa, depois, investigar se as informações dadas na internet correspondem a algo de concreto, de verídico.
Um "fenómeno" actual, que também pode ser perverso. Como referiu o jornalista, "para a Polícia Judiciária, tudo o que se escreve num blog é como uma carta anónima". Hoje, são cada vez mais os jornais que nas suas edições on-line incluem ligações para blogs.
Caso singular é o de Francisco Amaral , que tem um blog com o título do seu programa de rádio - "Íntima Fracção -, que desde 1984 divulga alguma da melhor música da rádio portuguesa, primeiro da RDP, depois na TSF, até 2002 e, agora, na Rádio Universidade de Coimbra. No seu blog, o radialista tem ao dispor do auditório desta "aldeia global" as emissões do programa, assim como os temas musicais que o ilustram. Mas também vídeos e outros "links" podem preencher estes espaços virtuais.
(In - Jornal de Noticias - Américo Sarmento)
O Sonho do Monstro – Parte II
O Que Faço Eu Aqui – Leonard CohenComo uma cabina de telefone vazia que cruzamos à noite
Imagem de H. R. Giger.
Publicado por "Provavelmente Talisca" no Blog Mértola
O Sonho do Monstro – Parte I
A atrocidade é reconhecida tanto pela vítima como pelo perpetrador, por quem fica a conhecer o acto, por mais remoto que este seja. A atrocidade não tem desculpas, nenhum argumento mitigador. A atrocidade nunca equilibra ou rectifica o passado. A atrocidade meramente arma o futuro para mais atrocidades. Auto perpectua-se em si mesma – uma forma monstruosa de incesto. Quem cometer uma atrocidade também comete as futuras atrocidades criadas pela sua. O santo sudário, as aparições, os milagres são investigados por duas linhas distintas de investigadores. Os Investigadores da Igreja e os Investigadores da Ciência. Alguns deles cristãos. Acontece sempre o mesmo. A Igreja arranja provas para o milagre que a ciência não encontra. A Igreja não precisa de experimentação, análise, procura de erro. A ciência precisa. E agora o mais estranho acontece. As vozes das massas viram-se contra a ciência. Chamam-lhe fria, afirmam que há coisas para as quais a razão não serve. Chamam-lhe a prova pela fé. Nunca vi nada em que não quisesse colocar as frias pinças da ciência. Tanto quero eu, como todas as pretensas bruxas que foram queimadas por esta ideia de que se pode provar coisas pela fé.
Durante muito tempo, demónios, dragões, fadas, espíritos e anjos passearam entre nós, dando bons e maus conselhos aos homens. Num mundo monótono, a fantasia e a alucinação criavam mitos que ficaram enraizados no nosso subconsciente. Quando o iluminismo apareceu, estas criaturas tornaram-se menos importantes e foram substituídas pelos extra-terrestres. Primeiro os marcianos, por causa da popularidade dos telescópios caseiros do Séc. XIX. Depois os discos voadores e os raptos feitos por alienígenas na América fulgurante e moderna do pós segunda guerra. Quando Marte se mostrou nua e Vénus uma caldeira incandescente, os OVNIS perderam alguma força. Os cientistas tinham mais uma vez desiludido os sonhadores. Mas não por muito tempo, pois quem entra numa livraria encontra uma panóplia de para-ciências inacreditável. Todas elas a prometerem maravilhas. São os anjos da guarda. Os cristais curadores. Os métodos da Dianética. Os espíritos bons. Um sem número de disciplinas que apenas têm uma coisa em comum. Não resistem ao método científico.
A má utilização da ciência tem criado atrocidades inomináveis. Mas não é a ciência que o faz. É o homem. O mesmo homem que utiliza a fé para ir criando outras tantas atrocidades. Compreendo a necessidade de crer em algo melhor e maior. De poder ter certezas para colocar os meus pés de forma firme em terreno bom. Quando sonho, quero atingir o mais alto possível, criar as minhas histórias sem limites de lógica, realidade, ou verdade. Mas quando quero transportar esses sonhos para coisas mais práticas, tenho de as experimentar, cortar, refazer, usando os recursos desta fantástica ferramenta que é a ciência. No dia em que me acusarem de ser um bruxo e puder escolher (oxalá possa) entre um tribunal de homens cépticos ou de homens de fé, não terei dúvidas. A ciência diz-me sempre que pode estar errada, que vai avançando de erro em erro, melhorando um pouco de cada vez. Que pode recuar e dizer amanhã que o que disse hoje estava errado. A ciência é humilde embora às vezes não o pareça. As religiões dizem que são a voz de Deus. “Na bíblia está toda a verdade.” Não há margem de manobra. Não se discute com Deus. Não é necessário experimentação, prova, porque não há razão para a prova. A verdade é a verdade. As religiões não são nada humildes embora professem a humildade.
Qual é a razão de algo tão ilógico como uma religião ter tantos seguidores? A razão encontra-se nos nossos sonhos, diz a ciência.
Imagem de Óleo de Paul Jaquays posteriormente trabalhado digitalmente.
Publicado por "Provavelmente Talisca" no Blog Mértola
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Entrega dos Relatórios
Élvio Correia
Terça-feira, Maio 23, 2006
Receitas Fáceis com Ingredientes Difíceis: Bolachinhas Cépticas

Bolachinhas Cépticas
100 g. de Pé Atrás
2 dl. de Bom Senso
2 Colheres de Sopa de Auto-crítica
q.b. de Cepticismo
1 Pitada de Espírito Aberto
Modo de preparação:
Misturar tudo com calma até ficar uma massa consistente. Provar para ver se amarga. Se não amarga, é porque não tem os ingredientes todos. Levar ao forno. Enfeitar com alguma coisa doce para ser fácil de engolir. Distribuir indiscriminadamente pelos amigos na maior quantidade possível.
Alguns depoimentos anónimos:
“Gostei muito. São amargas estas bolachinhas, mas ao fim de algum tempo não queremos outra coisa. Sempre fui muito crédulo. Acreditava nas coisas sem as questionar. Agora vejo… Agora vejo…”
“Via coisas e achava que porque as via e as contava aos outros elas tinham que existir. À força de as contar e dos meus amigos as contarem, já estava a viver numa ilusão. Comi uma bolachinha e tudo caiu por terra. A fantasia nem era má… São amargas estas bolachinhas.”
“Vivia para as novelas e talk shows e reality shows. Acreditava nos anjos da guarda e nos raptos feitos por extra-terrestres. Sonhei que era raptada e já não sabia se era verdade ou não… Depois comi uma bolachinha e percebi que estava a fazer papel de parva… Mas tive que beber um copo de água. Era tão amarga…”
“Era muito religioso e acreditava em tudo o que os chefes da minha igreja diziam. Mas como as bolachinhas não eram proibidas experimentei uma. Agora perdi a crença na minha religião.
Já não tenho crenças. Excepto na bolachinha, claro…”
Texto de "provavelmente talisca" originalmente pulicado no Blog "Mértola"


